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17 jun 2010

O Idiota e a Moeda

Conta-se que, há muito tempo atrás, numa cidade qualquer do interior, um grupo de pessoas se divertia às custas do idiota da região. Segundo eles, tratava-se de um pobre coitado, de pouca inteligência, que certamente vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar, local onde se reuniam para beber e farrear, e propunham a ele que escolhesse entre duas moedas: uma grande de 400 réis e outra menor de 2.000 réis. O idiota, como não podia ser diferente, sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos os presentes.

Certo dia, um dos membros do grupo, apiedado da inocência do pobre coitado, intrigado com a extensão de sua estupidez, chamou-o e lhe perguntou como era possível que ainda não percebera que a moeda maior valia menos.

“Eu sei”, respondeu o tolo. “Ela vale cinco vezes menos, mas no dia em que eu escolher a menor e mais valiosa, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.

Rir de um homem sensato é o privilégio dos tolos” (Jean de la Bruyère, ensaista francês do século XVII, em De la société et de la conversation). “É um negócio muito lucrativo para um sábio, parecer um tolo” (Ésquilo, em Promoteu Acorrentado).

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