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3 dez 2013

A Árvore Sagrada do Mediterrâneo

Atualmente os benefícios do consumo do azeite de oliva são amplamente conhecidos por todos que buscam a saúde e a alimentação equilibrada. Mas é importante destacar que mesmo em tempos antigos esse bálsamo dos mediterrâneos sempre teve grande destaque no ambiente social e religioso, com ampla importância física e espiritual.

A oliveira era considerada sagrada na Grécia, carregando em si atributos como sabedoria, paz, abundância e glória para os povos. Ela ainda representa a fecundidade, beleza e dignidade. Esta bela árvore é um símbolo freqüente nas mais diversas tradições referente à religiosidade, misticismo, cultura, medicina e gastronomia.

A Árvore Sagrada do MediterrâneoNa mitologia, a árvore foi consagrada aos Deuses Júpiter, Minerva e, em especial, Apolo: Deus da cura, da luz, da música, da poesia e da profecia, protetor dos jovens guerreiros e atletas.

As sombras produzidas por suas folhas eram buscadas pelas gregas quando no intuito de engravidar, passando longos períodos junto à sua energia de paz e fertilidade.

Nos jogos e competições, os campeões eram agraciados com uma coroa feita de folhas e ramos de oliveira. Este ornamento simboliza a vitória, uma conquista e na antiguidade era usada como joia real.

Essa é a coroa de do Fauno, a criatura mitológica que personifica a virilidade e o prazer sensorial. O primeiro colocado a recebia como premiação que significava a mais alta honra para o atleta, como consta na mitologia e na história dos jogos olímpicos.

Sendo esta árvore sagrada, ela também estava presente em locais energeticamente importantes. As portas e os pilares do Templo de Salomão eram feitos de madeira de oliveira. Seu óleo era utilizado nas lamparinas e candelabros no Templo, bem como em cerimônias de consagração de Reis e Sacerdotes – conhecido como “o óleo de alegria”.

“Tu tens amado a justiça, e odiado a iniquidade, por isso Deus, o teu Deus te ungiu como óleo da alegria mais que teus companheiros.” (Salmo 45:7)

No Egito Antigo, apenas Ísis tinha o condão de ensinar o cultivo da oliveira. Já na Grécia, a guardiã da árvore sagrada era Palas Atena, Deusa da paz e da sabedoria. Ainda, em Roma, era Minerva que concedia ao povo os atributos desta planta.

Diz a lenda grega que Poseidon (Deus do mar) e Atena (Deusa da sabedoria) estavam disputando um pedaço de terra, tendo o caso chegado ao Tribunal dos Deuses, o qual determinou que ganharia a terra aquele que criasse a obra mais extraordinária. Prontamente, Poseidon fincou seu tridente em uma rocha, criando o mar. Já Atena, serenamente fez brotar da terra uma oliveira, sendo eleita pelos 12 juízes como a grande ganhadora. Ainda nesta região, ela é tida como a “árvore invencível que renasce de si mesma”, cujo cultivo Hércules propaga nos rios do Mediterrâneo.

Vale relembrar o momento especial em que Jesus, o Cristo, recorre ao Jardim de Oliveiras, sendo inclusive fonte de inspiração para Ludwig van Beethoven, o qual compôs o oratório “Cristo no Monte das Oliveiras”. Esta obra que dramatiza a sequência de eventos repletos de significados da narrativa mítico-religiosa da paixão, morte e ressurreição de Cristo.

De acordo com a tradição, Jesus sobe o Monte das Oliveiras para meditar e orar logo após a ceia em que anuncia sua morte iminente. Consciente do destino que o aguarda, enfrenta uma longa noite de dúvidas, aflições e angústias. O local eleito para meditar neste momento delicado foi exatamente com essas árvores sábias, emanando em seu entorno um ambiente de paz e conforto.

Ainda na bíblia, consta no Gênesis que a pomba de Noé traz no bico um ramo de oliveira para lhe mostrar que o mundo revive. Também nas sagradas escrituras do Corão, consta que a árvore nasce no monte Sinai e refere-se ao óleo que dela se extrai para ser transformado em luz de candeia “que parece um astro rutilante”. Curiosamente, existe inclusive uma edificação homenageando a força espiritual desta árvore, chamado Convento de Nossa Senhora da Oliva, em Israel. 

Assim, conclui-se que esta planta traz em si muito mais do que podemos imaginar. Ela transcende o símbolo para a ação, pois estender um ramo de oliveira significa uma oferta de paz. Logo, a Oliva tem relação com o princípio da regeneração, da paz e do equilíbrio restaurado. Por fim, compartilho um último detalhe, que originou esta pesquisa e reflexão: o significado do nome OLÍVIA é “aquela que traz a paz”, inspirado e originado desta árvore sagrada do mediterrâneo.

3 Respostas

  1. elza de oliveira

    Sempre fico maravilhada com os temas e como desenrolar dos temas Acho os autores maravilhosos beijos elza

  2. Mariel Oliveira

    Sua escrita produz frutos maravilhosos como este da árvore sagrada. Dom do Espírito Santo para o bem comum.

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