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O Êxtase da Cooperação Sexual

A relação sexual ordinária é uma relação momentânea, que termina na exaustão e no desgosto. Se ela começa no espírito, logo termina na carne. A amorosidade, que é espiritual, é abafada pela reprodutividade, que é sensual.

A exaustão, que naturalmente se segue, produz remorso e vergonha, e isto leva ao desgosto e ao encobrimento dos órgãos sexuais, que contraem associações desagradáveis, devido ao fato de serem instrumentos de excesso pernicioso.

Esta é sem dúvida a filosofia da origem da vergonha depois da Queda. Adão e Eva primeiro afundaram o espiritual no sensual, avançando prematuramente do espiritual em direção ao sensual, e então ficaram envergonhados, e começaram a olhar de modo negativo para os instrumentos de sua insensatez.

Ao mesmo princípio podemos creditar o processo de esfriamento que se instaura entre os amantes depois do casamento e que frequentemente termina em indiferença e desgosto. Exaustão e remorso tornam o olhar malicioso não só em relação aos instrumentos do excesso, mas também em relação à pessoa que provoca o excesso.

Em contraste a tudo isto, os amantes que utilizam seus órgãos sexuais como simples servidores de suas naturezas espirituais, abstendo-se do ato propagativo, exceto quando a procriação é planejada, podem desfrutar o mais alto êxtase da cooperação sexual por qualquer duração de tempo, sem saciedade ou exaustão; e assim a vida conjugal pode se tornar permanentemente mais doce que o cortejo ou mesmo a lua-de-mel.

Trecho extraído do livro Male Continence, de John Humphrey Noyes. Traduzido por Giordano Cimadon. 

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Sobre o Autor

Giordano Cimadon é psicólogo, escritor e professor gnóstico do Lumisial Pistis Sophia, atual Presidente da Sociedade Gnóstica Internacional e editor deste site.

Comentários (1)

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  1. rachel disse:

    quero adiquirir dois livros.
    o matrimonio perfeito.
    gostaria de receber o site pra mim entrar,pois nao estou encontrando.
    grata.
    Rachel

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