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9 ago 2007

A Origem do Amor

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Conta-se que um dia, o grande sábio Sócrates conversava com sua grande amiga Diotima, buscando compreender melhor o que é e o que significa o Amor. Diotima então revelou a Sócrates a natureza deste mistério.

“O que é o Amor, então?”, disse Sócrates. “Um mortal?”

“Longe disso”, respondeu Diotima.

“Então o quê?”, voltou a perguntar o sábio.

“Como em meus exemplos anteriores, ele fica entre o mortal e o imortal.”

“Que tipo de ser ele é então, Diotima?”

“Ele é um grande espírito, Socrátes; tudo que é da natureza de um espírito é metade deus e metade homem.”

“Quem são seus pais?”, perguntou por fim Sócrates.

“Essa é uma longa história”, respondeu, “mas vou lhe contar”.

“No dia em que Afrodite nasceu, os deuses participavam de um banquete; entre eles estava Ardil, filho da Invenção. Depois do jantar, vendo que se festejava, a Pobreza veio mendigar e parou diante da porta. Ardil estava bêbado de néctar – vinho posso dizer, ainda não havia sido descoberto – e saiu para o jardim de Zeus, e adormeceu.”

“Então Pobreza, pensando aliviar sua triste condição se tivesse um filho de Ardil, deitou-se com ele e concebeu Amor. Como Amor foi concebido no dia do aniversário de Afrodite, e como ele também possuía uma paixão inata pela beleza de Afrodite, tornou-se seu servo. Mais uma vez, tendo Ardil como pai e Pobreza como sua mãe, é este o seu caráter.”

“Ele é sempre pobre e longe de ser sensível e belo, como a maioria das pessoas imagina, ele é duro e curtido pelo tempo, descalço e sem teto, sempre dormindo ao relento por falta de uma cama, no chão, na soleira das portas e na rua. Até aí ele se parece com a mãe e vive necessitado. Mas também sendo o filho de seu pai, ele trama para conseguir para si tudo que for belo e bom; ele é corajoso, direto e persistente, sempre inventando truques como um ardiloso caçador.”

Texto adaptado de O Banquete, de Platão.

6 Respostas

  1. nousvate

    Quando não há amor no sexo o coração se afasta; somente a mente é ativada; as sensações que a pessoa sente vêm do centro emocional inferior que se situa nos submundos da inconsciência.

    No amor há uma realidade que não se explica; não há dependência física e nem medo; só há uma devoção espontânea e uma entrega sem pergunta.

    A sensação física perante o ato de amor e de uma profundidade que por algum segundo não existe duas pessoa mas sim uma só em uma serimonia de ritualstica profunda.

    a razão do amor esta no proprio ato de amar.

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