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Os Esquimós do Norte

A tradição diz que os esquimós da Groelândia e do Alasca provêm da Longínqua Thule. Diz−se também que os esquimós estão mesclados com invasores da Polinésia, Tunguses e Dené.

O Grande Mestre Gnóstico Rosacruz Arnoldo Krumm Heller fala de coisas sublimes da Longínqua Thule, a Ilha Sagrada. Don Mário Roso de Luna afirma que esta ilha ainda existe, mas em estado de Jinas. Nós sabemos que nesta ilha existiu a primeira raça humana.

A raça polar desenvolveu−se num ambiente totalmente diverso do atual. Naquela época, que data de mais de trezentos milhões de anos, a Terra era propriamente semi−etérica, semi−física, mais parecia um curvo oceano azul, como o firmamento da noite.

Naqueles tempos os seres humanos podiam flutuar na atmosfera. Os corpos humanos eram andróginos e etéreos. Estes corpos eram elásticos e sutis. Tanto podiam conservar sua gigantesca figura de dez e vinte metros de altura, como reduzir seu tamanho à vontade até assumir o porte de um pigmeu, ou mesmo tomar o tamanho do corpo humano atual.

Não podemos afirmar que aquela gente fosse hermafrodita, pois essa raça foi andrógina: a energia sexual operava de forma diferente e reproduziam−se com o ato sexual fissíparo. Em determinado instante o organismo original dividia−se em duas metades iguais. Isso é o mesmo que acontece na multiplicação por divisão celular. Cada vez que isso ocorria havia oração e profunda veneração ao Divinal.

Mesmo que pareça incrível, a primeira raça humana chegou a um altíssimo grau de civilização. Com o material plástico e etérico desta terra primeva construíram−se casas, palácios, cidades e templos grandiosos. Naturalmente, os porcos do materialismo atual rir−se−ão das nossas afirmações, porque jamais foram encontrados restos desta civilização arcaica. É impossível achar restos de semelhante civilização tão antiga, porque naquela época a terra era etérea, ou melhor, era formada com a pro−matéria. Só nas memórias da natureza podem os grandes clarividentes achar toda a história vivente da primeira raça. Esta é a raça Protoplasmatica.

Este é o legítimo protoplasma da raça humana. Os grandes clarividentes podem rir−se às escâncaras do protoplasma dos Darwins e dos Haeckels.

Os restos fossilizados de seres humanos encontradoss nas cavernas subterrâneas nada tem que ver com a Raça Protoplasmática, esses restos são de tribos degeneradas, descendentes da submersa Atlântida.

A Religião, a Ciência e a Filosofia estavam totalmente unidas na cultura da Raça Polar. Os habitantes da Longínqua Thule eram Boddhisatwas dos Mestres de outros Mahamvantaras.

Adão e Eva eram um só ser. Hoje em dia Adão e Eva estão separados, sofrem e buscam−se com sede insaciável para unir−se. Só durante o ato sexual o homem e a mulher são um único ser. Nesses instantes de voluptuosidade sexual, ambos, homem e mulher, tem a imensa felicidade de ser um só ser.

São interessantíssimos os Rituais Cósmicos daquela época. Nos Templos, o clarividente exercitado pode descobrir a pura Maçonaria Oculta. No entanto, esses rituais diferiam tanto dos que atualmente se realizam no mundo, que para um maçon moderno seria impossível admitir que os referidos rituais fossem maçônicos. As luzes do templo não eram fixas. Tão logo o V.M. ocupava um trono, como em seguida o abandonava. Às vezes o P.V. ocupava um trono, como a seguir o abandonava, para trocá−lo pelo do S.V.

Levitavam os altos dignatários para trocar entre si os Sitiares. Nas vestimentas combinavam−se as cores branca e negra a fim de representar a luta entre o espírito e a matéria. A construção do templo era perfeita. Os símbolos e ferramentas de trabalho eram usadas invertidas para representar a drama que se projetava nos séculos: a descida do espírito na matéria.

Assim, podemos contemplar, com assombro, cetros, cálices, etc., invertidos. A vida estava até então descendo para a matéria e por isso dava−se−lhe expressão simbólica.

Grandiosas eram as procissões sagradas. Com elas se dava a entender os Grandes Mistérios e a suprema descida do Espírito até a Matéria. Este era um grandioso acontecimento que se aguardava no transcurso dos séculos, com tanta ansiedade como hoje em dia se aguarda o regresso do homem para os Mundos Superiores.

A linguagem da Raça Protoplasmática foi o verbo de ouro, um idioma universal e cósmico, cuja combinação de sons produz fenômenos cósmicos de toda a espécie. Os que percorrem a senda do Matrimônio Perfeito tornam a descobrir essa linguagem primitiva dentro de si mesmos. Quando o fogo sagrado chega à altura da garganta, começamos a falar no orto puríssimo da Divina Língua, que como um rio de ouro corre deliciosamente sob a selva espessa do sol. Nesse idioma os Pais dos Deuses ensinaram cantando a estes as leis cósmicas da natureza. A escrita da primeira raça foram as Runas. O maço da maçonaria vem da flecha do Deus Egípcio Ra e esta representa uma Runa.

Naquela época os Rituais do Templo Polar eram todos rúnicos. Os movimentos dos oficiantes eram rúnicos. Esta é a escritura divinal. Lembremos que a swastica é uma runa. As letras hebráicas não são mais do que modificações das letras rúnicas.

O berço da sabedoria oculta não foi a Ásia, como muitos crêem. O verdadeiro berço da sabedoria oculta foi a Ilha Sagrada da distante Thule, da qual Huiracocha conta tantas belezas.

Naquela época da Raça Protoplasmática, a Ilha Sagrada não se encontrava no Norte. Essa ilha foi realmente um continente, cuja posição exata estava na linha equatorial. Mais tarde, com a revolução dos eixos da terra, ficou situada no Norte. A ciência contemporânea já demonstrou a revolução dos eixos da terra. Atualmente os polos estão de desviando para o Equador.

Os atuais Esquimós, mesmo quando mesclados com outras raças, são descendentes da primeira raça. Os Esquimós possuem um vínculo familiar que os une entre si: o sistema patriarcal. Cada patriarca usa um amuleto especial, que consiste num signo, numa marca ou num totem, ou o nome de uma espécie de animal sagrado, que transmite aos seus descendentes.

É ainda interessante saber que entre eles não existia autoridade especial (cacique ou rei) e eram regidos por um Conselho de Anciãos. Os varões jovens se unem em Matrimônio Perfeito com as mulheres de outras clãs, sendo que o amuleto lhes serve de distintivo para evitar casamentos consanguíneos. Em outros tempos existia a poliandria. Matavam toda filha mulher que nascesse antes do filho varão. Felizmente, já abandonaram este costume bárbaro.

R. Westermack refere em seu livro “História do Matrimônio” que os esquimós emprestam sua mulher a outros ou trocam−na. Trata−se, naturalmente, de um costume de adultério. Aliás, horrível costume, incompatível com a doutrina pregada por nosso adorável salvador, o Cristo Jesus. Todavia, toda regra tem sua exceção e não podemos crer que todos os Esquimós tenham um costume tão bárbaro. Há de tudo na vinha do Senhor. É costume dos Esquimós enrolar seus mortos em peles e sepultá−los sob um túmulo cercado. Nas Ilhas Aleutas os mortos eram atados com cordas e sepultados nas gretas dos penhascos. Os Esquimós conhecem a lei da reencarnação. Portanto, sabem que o Ego se reencarna. Os fetiches ou pequenos bonecos dos Esquimós, simbolizam a alma, porque acreditam ser esta pequenina. Nisto eles estão com a verdade, pois a única coisa que o ser humano encarnou foi um Embrião de Alma. E nada mais. Visto clarividentemente este embrião parece um pequeno menino de cor azul e muito bonito. A alma ainda não está encarnada nos seres humanos. Atman, Budhi e Manas não penetraram ainda no quaternário humano. A gravidez, o nascimento de crianças, a puberdade e a morte são celebrados por eles com práticas esotéricas especiais.

Os Esquimós adoram o princípio feminino de Deus. Eles amam à sublime anciã Sedna, que vive no fundo do mar e lhes enviam animais marinhos para o seu sustento. Naturalmente os ignorantes ilustrados, que nada sabem de ciência oculta, riem−se da Religião Divina dos Esquimós. Seus melhores rituais e seus mais sublimes cânticos são dedicados à Mãe Divina. As viagens simbólicas de Shaman (sacerdote) em busca da anciã Sedna para consolá−la quando se desgosta e as procissões que a comunidade realiza para reconciliá−la, nos lembram as viagens simbólicas do candidato maçon ao redor da Loja. As viagens são os símbolos externos da elevação da consciência do candidato através dos mundos superiores. As cinco viagens simbólicas da Maçonaria Oculta estão intimamente relacionadas com as cinco Iniciações de Mistérios Maiores. Os profanos ignorantes que vêem estas viagens dos Esquimós, não fazem senão rir e rir do que desconhecem. Riem como idiotas, riem do que desconhecem.

Os Esquimós sabem perfeitamente, como todo verdadeiro iniciado que abriu o sexto sentido, que existem Gênios, Duendes, Gnomos, Gigantes, Salamandras, Ondinas, etc. Afortunadamente já a ciência oficial, depois de haver aceitado o hipnotismo e de havê−lo batizado com um novo nome chamando−o de Hipnologia, tem que aceitar por lógica consequência a Clarividência. Só assim é possível explicar que um indivíduo, em estado hipnótico, possa ver através de um muro ou informar o que está acontecendo a milhares de quilômetros de distância.

O que hoje é rechaçado pela ciência, amanhã é admitido. Os que hoje se riem de Paracelso e dos Esquimós por causa dos Elementais (Gnomos, Pigmeus, Salamandras, Gênios, Ondinas, Silfides, etc., etc., etc.), terão amanhã que se rir de si mesmos e até ficarem vermelhos de vergonha, quando a ciência descobrir e provar a existência desses elementais da natureza.

Há um lustro atrás quem poderia acreditar na serpente de cristal? No entanto, em 1961, um famoso cientista, desses que se dizem incrédulos, acaba de descobrir a famosa serpente de cristal. A referida serpente tem o poder de abandonar a sua cauda à vontade em caso de perigo e mais tarde regenerá−la facilmente. Quando a serpente de cristal se vê em perigo, atacada por algum animal, torna−se rija, enrosca−se e lança−se sobre o animal; então, instantâneamente abandona sua cauda e a cabeça foge como o raio. O animal fica entretido com a cauda, enquanto a serpente se salva. Mais tarde, da cabeça da serpente nasce nova cauda. Assim é tudo. A natureza apresenta infindas maravilhas. É preciso aprender a respeitar todas as religiões, que em síntese nada mais são do que formas de uma religião única e universal. Toda religião encerra verdades extraordinárias e ciências cósmicas desconhecidas para o ignorante ilustrado desta época de barbárie.

Todos aqueles que quiserem realizar−se a fundo devem trabalhar em seu laboratório com o Enxofre (Fogo), o Azoto (Ar), o Homem (Água) e o Touro (Terra). Estes quatro elementos formam Cruz. O Alquimista que segue a senda do Matrimônio Perfeito deve transmutar o chumbo em ouro dentro das cavernas profundas da Grande Cordilheira (espinha dorsal). Nessa Grande Cordilheira vivem os Gnomos, os guardiães de todos os tesouros da terra, os grandes alquimistas que transmutam o chumbo em ouro.

Os Gnomos trabalham com as Salamandras do fogo, com os Silfos do ar e com as Ondinas voluptuosas da água pura da vida. As ardentes Salamandras fecundam as inquietas Ondinas e os Silfos alegres e brincalhões animam o fogo do fornilho do laboratório (o Chakra chamado Igreja de Éfeso) para que a água (Sêmen) se evapore de seu recipiente (o sexo). Os vapores seminais sobem pela chaminé até o destilador (cérebro). Ali, os gnomos fazem a grande destilação, ficando perfeitamente transmutado o chumbo em ouro.

É necessário transmutar o chumbo da personalidade no ouro puro do espírito. Só assim podemos tornar a falar no orto puríssimo da língua divina. Nossa divisa é THELEMA (Vontade).

Necessitamos passar pelas cinco grandes iniciações do fogo, simbolizadas pelos três graus da maçonaria oculta. É mister retornar, voltar à sabedoria divina da Longínqua Thule. Já se falou muito sobre esta Thule distante, a terra dos deuses. É lá que moram os antepassados dos esquimós e dos Aztecas. Lá vive Quetzalcoatl, sendo que de lá veio e para lá voltou. O Imperador Monctezuma enviou uma embaixada de magos a essa Thule misteriosa, os quais foram em estado de Jinas, isto é, viajaram pela quarta dimensão. Essa Thule distante é a terra sagrada, é a ilha sagrada, é o primeiro continente que existiu e o último que deixará de existir. Esse continente se acha na calota polar do norte, dentro da quarta dimensão. Os magos Aztecas, enviados por Monctezuma, chegaram em estado de Jinas, levando presentes para os antepassados dos Aztecas. Em seu regresso trouxeram uma mensagem para Monctezuma e para os Aztecas, que poderíamos assim sintetizar: “Se não deixardes vossas paixões, vossas crueldades e vícios, sereis castigados. Pelo mar virão homens brancos que vos conquistarão e destruirão”. E tudo isso se cumpriu com a chegada dos Espanhóis ao México.

Com referência à quarta dimensão e à terra sagrada metida dentro da citada dimensão no polo norte, pode causar riso aos ignorantes ilustrados, pois na realidade eles não estudaram todas as dimensões do espaço. É lastimável que as matemáticas não possam definir as dimensões do espaço. “Toda expressão matemática corresponde sempre a uma realização de realidades”. Assim se pensa com Lógica Formal. Felizmente, existe a Lógica Dialética, que nos permitiria usar as matemáticas para definir as seis dimensões fundamentais do universo.

Geralmente as dimensões são representadas por potências: a primeira, a segunda, a terceira e a quarta, etc. Precisamente isto deu base a Hinton para construir sua famosa teoria dos Tesseracts, ou sólidos tetradimensionais (A4) (A elevado à quarta potência), esta é a representação das dimensões em forma de potências. Muitos autores consideram que as matemáticas nada tem que ver com as dimensões, porque julgam não haver diferença entre as dimensões.

Este conceito nos parece falso. Nós acreditamos que a diferença entre as dimensões é um fato comprovado e que todo o universo está feito de acordo com a lei do número, da medida e do peso. Acontece o seguinte: enquanto a mente estiver aprisionada na lógica formal, limitaremos o uso das matemáticas ao mundo tridimensional. Eis porque necessitamos, com urgência, da lógica dialética, para poder considerar a representação das dimensões por potências como algo lógico. Isto só é possível dialeticamente, com lógica Dialética.

A Metageometria estuda o espaço superior e está destinada a substituir totalmente a geometria de Euclides. Realmente a geometria de Euclides só serve para investigar as propriedades do espaço físico particular. No entanto, se quisermos abandonar o estudo da quarta vertical, é claro que a Física se deterá em seu avanço

Na Quarta Coordenada se acha o segredo vital de toda mecânica. A Metageometria tem o mérito de considerar o mundo tridimensional como uma seção de um espaço superior. O ponto do espaço tridimensional é tão−só uma seção ou corte de uma linha metageométrica. Com a lógica formal torna−se impossível considerar as linhas metageométricas como distâncias entre pontos em nosso espaço. E é impossível representá−las formando figuras em nosso espaço. Todavia, com lógica dialética há distâncias entre pontos em nosso espaço e assim podemos representá−las com figuras e qualidades. Consequentemente, não é absurdo dizer que o continente polar nórdico pertence à quarta dimensão. À luz do pensamento lógico dialético, tampouco seria absurdo afirmar que o referido continente é habitado por pessoas que têm corpo físico. Poderíamos fazer um mapa do dito continente e isso seria aceito pela lógica dialética. Ao contrário, a lógica formal, além de considerar absurdas nossas afirmações, conduzir−nos−ia de fato ao erro.

A tridimensionalidade do mundo certamente existe em nossa psique, em nosso aparelho receptivo, e é também aí onde todos podemos encontrar as maravilhas do Supra−Dimensional, se desenvolvermos a clarividência, a clariaudiência, etc., isto é, se aperfeiçoarmos nosso aparelho psíquico. Só mediante o desenvolvimento de nossos poderes de percepção interna é que podemos estudar as dimensões superiores da natureza. O positivismo materialista levantou uma muralha chinesa ao redor da investigação livre. Tudo o que atualmente se levanta contra esta muralha é condenado pelos ignorantes ilustrados como anticientífico. O positivismo materialista é conservador e reacionário. Nós, os Gnósticos, por sermos revolucionários, rechaçamos totalmente as idéias reacionárias e conservadoras.

Emanuel Kant, o grande filósofo alemão, considera o espaço como uma propriedade da receptividade do mundo por nossa consciência. “Levamos em nós mesmos as condições de nosso espaço e portanto dentro de nós mesmos encontramos as condições que nos permitam estabelecer correlações entre o nosso espaço e o espaço superior”.

Quando se inventou o microscópio, abriu−se para nós o mundo do infinitamente pequeno. Do mesmo modo, com o despertar do sexto sentido, abrir−se−á para nós o mundo da quarta dimensão.

Aqueles que desenvolveram o sexto sentido, poderão estudar os registros akáshicos da natureza e verificar por si mesmos a realidade do Continente Polar Norte.

A primeira raça que existiu no mundo foi de cor negra. Essa raça foi Protoplasmática, foi andrógina e reproduzia−se por fissiparidade, isto é, praticando o ato sexual semelhante ao da multiplicação por divisão celular.

A primeira raça viveu na quarta dimensão do espaço. A própria terra achava−se submersa na quarta dimensão. Aquela raça teve uma gigantesca civilização, falava−se na linguagem de ouro e escrevia−se com letras rúnicas, que são de grande poder esotérico. O Anjo Uriel naquela época escreveu com letras rúnicas em um precioso livro cósmico, o qual só podemos estudar nos registros akáshicos.

O tipo de percepção e de representação das pessoas da primeira raça não era subjetivo como o da humanidade atual. Ao contrário, aquela gente polar possuía representações e percepções objetivas, claras e perfeitas. Portanto, podiam ver os corpos de forma completa e exata. A gente atual só vê lados, ângulos, faces, superfícies, etc. Ninguém vê agora corpos completos. A humanidade atual está degenerada e só possui percepções incompletas e subjetivas, assim como representações de tipo completamente degenerado e subjetivo.

Necessitamos regressar ao ponto de partida e regenerar o nosso aparelho psíquico por meio de magia sexual e da meditação interna, a fim de reconquistar as representações e percepções objetivas. Portanto, é mister eliminar de nossas representações e percepções todos os elementos subjetivos. Consegue−se isso, melhorando a qualidade das representações com a técnica da meditação e regenerando o aparelho psíquico com a magia sexual.

É no Norte que se acha o berço da sabedoria oculta e não no Oriente, como supõem alguns orientalistas. Os Esquimós conservam muitas tradições religiosas, que bem valeria a pena investigar seriamente.

Arquimedes afirmou: “Dá−me um ponto de apoio e moverei o Universo”. Arquimedes buscou uma alavanca para mover o Universo. Essa alavanca existe. Eliphas Levi disse que essa alavanca era a luz astral. Mas preferimos falar mais claro e por isso dizermos que a alavanca de Arquimedes é o Kundalini. Quem desenvolve o Kundalini pode meter seu corpo de carne e osso na quarta dimensão para transportar−se até a Longínqua Thule, a terra dos deuses. Quem sabe orar e sabe pedir à Mãe Kundalini, pode também suplicar−lhe que o meta na quarta dimensão e o leve à Ilha Sagrada. O Kundalini é a alavanca de Arquimedes, com a qual podemos nos meter na quarta dimensão para transportar−nos carregando com o corpo físico.

A invenção da alavanca diferenciou imediatamente o homem primitivo do animal e esteve, de fato, unida realmente à aparição dos conceitos. Se compreendermos a fundo psiquicamente a ação de uma alavanca, descobriremos com assombro que consiste na construção de um Silogismo correto. Quem não souber construir um Silogismo corretamente, tampouco poderá compreender totalmente a ação de uma alavanca. O Silogismo na esfera psíquica é literalmente a mesma coisa que a alavanca na esfera física. Na realidade, podemos, assegurar que os seres que vivem sobre a terra dividem−se em dois grupos: os que conhecem a ação da alavanca e os que a desconhecem.

O homem necessita da Alavanca de Arquimedes, da Serpente Super−Astral, para meter−se na quarta dimensão e transportar−se com corpo à terra dos Deuses. Quando as matemáticas renunciarem aos axiomas fundamentais da identidade e da diferença, se encontra então o caminho que nos conduz a uma ordem superior de coisas nas dimensões superiores do espaço.

O grande escritor P. O. disse: “No mundo das magnitudes infinitas e variáveis, uma magnitude pode não ser igual a si mesma; uma parte pode ser igual ao todo e de duas magnitudes iguais uma pode ser infinitamente maior que a outra”.

Realmente, quando estudamos a questão à luz das matemáticas dos números constantes e finitos tudo isso pode ser um completo absurdo. No entanto, é certo e verdadeiro que as matemáticas dos números constantes e finitos são em si mesmas o cálculo das relações que há entre magnitudes não existentes, isto é, cálculo de um absurdo. Assim, pois, podemos afirmar plenamente que o que do ponto de vista destas matemáticas parece um absurdo, pode ser realmente verdadeiro, ainda que a gente não o creia.

Em certa ocasião um famoso conhecedor do direito penal disse: “Para descobrir a verdade temos que renunciar à Lógica”. Em parte disse a verdade esse advogado, mas em parte não. “Realmente temos que renunciar à Lógica Formal, mas não à Lógica, porque a Lógica é a arte de pensar corretamente”. Se deixarmos de pensar corretamente, é claro que cairemos no absurdo. Em sua Crítica da Razão Pura, Emanuel Kant mostrou−nos o caminho de uma Lógica Transcendental. Antes do famoso Aristóteles e de Bacon, nas arcaicas escrituras da terra sagrada dos Vedas, já se deram as fórmulas de uma Lógica Superior. Fórmulas que se conservaram escritas em livros antiquíssimos. Trata−se da Lógica Dialética, a lógica intuitiva, a lógica do êxtase, a lógica do infinito. Esta lógica existe muito tempo antes que a lógica dedutíva e indutiva fosse formulada. Quando o homem se apossa desta chave maravilhosa da mente, chamada Lógica Dialética, pode abrir a porta misteriosa do mundo das causas naturais, sem o perigo de cair no erro. Os Axiomas da Lógica Dialética só podem ser formulados durante o êxtase.

Se quisermos realmente compreender a fundo o mundo multidimensional e visitar a terra sagrada dos deuses, situada na calota polar do Norte, necessitamos urgentemente lançar fora do templo da nossa mente todos os ídolos intelectuais convertidos em Axiomas. Necessitamos desenfrascar a mente e libertá−la da Lógica Formal, que só é boa para um Molière e suas caricaturas. As terras de Jinas, as maravilhas escondidas nas Mil e Uma Noites, os países de ouro, onde habitam os Deuses inefáveis da aurora, convertem−se em uma formidável realidade quando encontramos a Alavanca de Arquimedes. Apoiados nesta misteriosa alavanca saltamos para a quarta dimensão. Chegou a hora de libertar a mente e de despertar o Kundalini. É chegado o instante em que o ser humano aprenda a passar para a quarta dimensão à vontade, toda vez que o desejar. Se alguém, com o Kundalini desperto, suplicasse a este, no momento exato de estar dormitando, que o metesse dentro da quarta dimensão e o transportasse à Ilha Sagrada do Polo Norte, podeis estar seguro, amado leitor, que o milagre realizar−se−ia inevitavelmente. O iniciado só necessita saber levantar−se do leito conservando o sono. A serpente ajuda−lo−á em tudo, se ele também souber ajudar−se: “ajuda−te que eu te ajudarei”.

Capítulo 30 – A Estrela de Cinco Pontas Capítulo 32 – A Divina Trindade