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Consciência, Subconsciência, Supraconsciência, Clarividência

Todo estudante Gnóstico deve obrigar a mente subconsciente a trabalhar. Na mente subconsciente residem as recordações de todas as experiências internas. Ao entrarmos no estado de transição, existente entre a vigília e o sono, devemos dar ordens ao subconsciente a fim de obrigá−lo a trabalhar.

Ordenemos ao subconsciente assim: “Subconsciente, obedeça−me. Subconsciente, informe−me de todas aquelas experiências internas pelas quais vou passar enquanto meu corpo dorme”.

Os estudantes Gnósticos devem repetir essas ordens nos instantes de estar despertando do sono normal. Ordenai a mente subconsciente assim: “Subconsciente, obedeça−me. Subconsciente, informe−me sobre minhas experiências internas, projete no lago de minha imaginação as recordações de tudo que vivi e ouvi durante o sono, quando eu estava fora do corpo físico.

Deve−se dar ordens imperativas ao subconsciente para obrigá−lo a trabalhar. Órgão que não é usado, se atrofia. Devemos usar a mente subconsciente. Temos que obrigá−la a trabalhar. Quando não usamos o subconsciente, atrofia−se a memória e danifica−se o poder grandioso da imaginação criadora. O subconsciente acha−se relacionado com o cerebelo e com o sistema nervoso grande simpático.

Consciência

A consciência ordinária, que chamamos de vigília, dorme profundamente. A consciência ordinária de vigília está relacionada com os cinco sentidos e com o cérebro. As pessoas pensam que têm a consciência desperta, mas isso é absolutamente falso. As pessoas vivem diariamente no sono mais profundo.

Supraconsciência

A supraconsciência é atributo do Íntimo (o Espírito). A faculdade da supraconsciência é a intuição. Torna−se necessário obrigar a supraconsciência a trabalhar para que a intuição se faça poderosa. Recordemos que órgão que não se usa, acaba se atrofiando. As pessoas que não trabalham com a supraconsciência têm a intuição atrofiada. A polividência é clarividência intuitiva, é omnisciência divina, esse olho que se acha na glândula pineal. Ali reside o loto das mil pétalas. Ali reside a supraconsciência. A glândula pineal está situada na parte superior do cérebro. Quem quiser desenvolver a supraconsciência deve praticar a meditação interna. Concentre−se na Mãe Divina que mora nas profundezas de seu ser. Medite n’Ela. Adormeça, pedindo que Ela ponha em atividade a sua supraconsciência. Medite diariamente. A meditação é o pão diário do sábio. Com a meditação você desenvolverá a supraconsciência.

Memória

Você necessita de memória para recordar as experiências internas. Não derrame o sêmen. Saiba que no sêmen existem milhões de células microscópicas do cérebro e você não deve perder estas células.

Alimento Especial para Desenvolver o Poder da Memória

Faça seu desjejum com frutas ácidas e amêndoas moídas com mel de abelhas, provendo assim seu cérebro de átomos necessários para a memória.

Experiências Internas

Enquanto o corpo dorme, o Ego vive nos mundos internos e se transporta a diversos lugares. Nos mundos internos somos provados muitas vezes. Nos templos internos recebemos a Iniciação. É mister recordar o que fazemos fora do corpo.

Todo ser humano poderá despertar a consciência e recordar as suas experiências internas, através das instruções dadas neste livro. Doloroso é saber que existem muitos Iniciados que trabalham nos Grandes Templos da Loja Branca, enquanto o seu corpo físico dorme e, no entanto, eles nada recordam, porque a sua memória está atrofiada.

Aqui vocês têm os exercícios para o desenvolvimento da memória. Pratiquem intensamente. Obriguem o subconsciente a trabalhar. .

Clarividência e Pseudo−Clarividência

Existe a clarividência e a pseudoclarividência. O estudante gnóstico deve fazer uma clara distinção entre estas duas formas de percepção ultra−sensível.

A clarividência baseia−se na objetividade, ao passo que a pseudo−clarividência fundamenta−se na subjetividade. Entende−se por objetividade a realidade espiritual, o mundo espiritual. Entende−se por subjetividade o mundo físico, o mundo da ilusão, portanto aquilo que não tem realidade. Existe também a região intermediária − o mundo astral − que pode ser objetivo ou subjetivo, segundo o grau de desenvolvimento de cada qual.

Conhece−se como pseudo−clarividência a percepção imaginária, a fantasia, as alucinações naturais, as alucinações evocadas artificialmente, os sonhos absurdos, as visões astrais que não coincidem com os fatos concretos, a leitura dos próprios pensamentos projetados inconscientemente na luz astral, a criação inconsciente de visões astrais interpretadas posteriormente como autênticas realidades, etc.

Entram também no campo da pseudo−clarividência o misticismo subjetivo, o falso misticismo, os estados pseudo−místicos que não têm nenhuma relação com o sentimento intenso e claro, mas que, ao contrário, se aproximam da História e da pseudo Magia, ou, em outras palavras, as falsas projeções religiosas projetadas inconscientemente na luz astral e em geral tudo aquilo que na literatura ortodoxa recebe o nome de “beleza” (sedução).

Clarividência Objetiva

Quatro são os estados mentais que conduzem o neófito aos píncaros inefáveis da clarividência objetiva. Primeiro: sono profundo. Segundo: sono com sonhos. Terceiro: estado de vigília. Quarto: Turiya ou estado de perfeita iluminação.

Realmente só o Turiya é o autêntico clarividente. É impossível chegar a estas alturas, sem haver nascido no mundo Causal.

Quem desejar alcançar o estado de Turiya, deve estudar a fundo os processos psíquicos semi−conscientes e inconscientes que se constituem de fato na origem de muitas formas de auto−engano, auto−sugestão e hipnose.

O Gnóstico deve alcançar primeiro a habilidade de deter o curso de seus pensamentos, a capacidade de não pensar. Somente quem conseguir essa capacidade poderá realmente escutar a voz do silêncio. Quando o discípulo Gnóstico alcançar a capacidade de não pensar, então deve aprender a concentrar o pensamento numa só coisa. O terceiro passo é a correta meditação a qual traz à mente os primeiros vislumbres da nova consciência. O quarto passo é a contemplação, êxtase ou samadhi, que é o estado de Turiya (perfeita clarividência).

Esclarecimento

No Movimento Gnóstico, entretanto, não temos nenhum Turiya. Tornou−se necessário este esclarecimento para que todos saibam que, salvo alguma raríssima excecão, só existem pseudo−clarividentes e místicos subjetivos.

Realmente, todas as escolas místicas e todos os movimentos espiritualistas estão cheios de clarividentes iludidos, que causam mais malefícios do que benefícios. São esses que se intitulam de Mestres. Entre eles abundam as reencarnações famosas: os Joãos Batistas, os quais conhecemos mais de uma dezena, as Marias Madalenas, etc. Essas pessoas pensam que a Iniciação é como soprar bolhas de sabão e com base em sua pretensa maestria e nas absurdas visões criadas por sua mentalidade mórbida, profetizam e excomungam os outros a seu bel prazer, caluniando as pessoas e qualificando−as de magos negros, ou afirmando que certas pessoas estão caídas, etc.

O Movimento Gnóstico deve ser depurado dessa praga má e danosa e por isso começamos com a expulsão da senhora X. Não estamos dispostos a continuar tolerando por mais tempo a doença malsã de todos esses pseudo−clarividentes iludidos e de todos esses místicos subjetivos. Nós propagamos a cultura espiritual−intelectual, a decência, o cavalheirismo, a análise lógica, o sintetismo conceitual, a cultura acadêmica, as altas matemáticas, a filosofia, a ciência, a religião, etc.

Não estamos dispostos de nenhuma maneira a continuar aceitando a mexeriquice dos alucinados, nem tampouco as loucuras dos sonhadores. De fato, o clarividente subjetivo transfere a sua consciência de sonhos ao estado de vigília, para ver os seus sonhos projetados nos outros. Esses sonhos projetados mudam segundo o estado de ânimo do sonhador. No passado, pudemos comprovar que quando algum pseudo−clarividente estava de acordo com todas as nossas idéias e conceitos, nos via como anjos ou deuses e então nos louvava e até nos adorava. No entanto, quando mudavam o conceito, ou quando o pseudo−clarividente se entusiasmava por alguma nova escola, ou quando lia algum livro que parecia maravilhoso, ou quando escutava algum conferencista que chegava à cidade, quando resolvia mudar de organização ou de escola, então nos acusava de magos negros e passava a nos ver como demônios. Com isto fica demonstrado que esses pseudo−clarividentes são simplesmente sonhadores que vêem os seus próprios sonhos projetados na luz astral.

Todos aqueles que realmente querem alcançar os cumes inefáveis da verdadeira e legítima clarividência devem cuidar−se muitíssimo do perigo dos auto−enganos e devem submeter−se à autêntica disciplina esotérica.

A Realidade

O verdadeiro e legítimo clarividente, o que alcançou a supra−consciência, jamais se presume de clarividente, nunca o anda dizendo e quando aconselha o faz sem dar a entender aos outros que se baseia em sua clarividência.

Todos os Santuários Gnósticos devem tomar cuidado com aquelas pessoas que louvam a si mesmas e se auto−intitulam clarividentes.

Todos os Santuários Gnósticos devem desenvolver ao máximo a vigilância a fim de se protegerem dos espetaculares pseudo−clarividentes que de vez em quando aparecem em cena para caluniar e desacreditar aos outros, assegurando que fulano é feiticeiro, que beltrano é mago negro e que sicrano está caído, etc. Urge compreender que nenhum autêntico Turiya possui orgulho. Realmente, todos aqueles que dizem “eu sou a reencarnação de Maria Madalena”, “Eu sou João Batista”, “Eu sou Napoleão”, etc., são bobos orgulhosos, pseudo−clarividentes iludidos, gente estúpida.

Nós não somos mais do que miseráveis partículas de pó, não somos mais do que vermes horríveis do lodo, em comparação com a terrível e gloriosa majestade do Pai. Isto que estou afirmando não é uma questão alegórica e nem simbólica, pois estou falando literalmente, cruamente, uma terrível realidade. Na verdade é o Eu que diz: “Eu sou o Mestre tal”, “a reencarnação do Profeta tal”. O certo é que o Eu animal é Satã. É o Eu, o Ego Diabo, que se sente Mestre, Mahatma, Hierofante, Profeta, etc…

Consciência, Subconsciência e Supraconsciência

Consciência, subconsciência, supraconsciência resumem−se numa só coisa: consciência humana. É necessário despertar a consciência. Quem desperta a consciência, faz−se supraconsciente, alcança as alturas da supraconsciência, converte−se num verdadeiro clarividente iluminado (Turiya). É urgente converter o subconsciente em consciente e despertar totalmente a consciência. É necessário que a totalidade da consciência se desperte de forma absoluta. Só quem possui a totalidade de sua consciência “desperta” é um clarividente verdadeiro, um iluminado, um Turiya. As chamadas infra−consciência, inconsciência, subconsciência, etc., são apenas diferentes formas ou zonas da consciência adormecida. Urge despertar a consciência adormecida. Urge despertar a consciência para ser um iluminado, um clarividente, um supraconsciente.

As Seis Dimensões Fundamentais

Além das três dimensões conhecidas (comprimento, altura e largura), existe a quarta dimensão, que é o Tempo; e, mais além do tempo, temos a quinta dimensão − que é a Eternidade. No entanto, asseguramos que para lá da Eternidade existe uma sexta dimensão, que está além da Eternidade e do Tempo. Nesta sexta dimensão fundamental começa a liberação total. Só quem desperta em todas as seis dimensões fundamentais do espaço é um verdadeiro Clarividente, um Turiya, um Iluminado legítimo.

Capítulo 17 – Sonhos e Visões Capítulo 19 – A Iniciação