Bem-vindo a Sociedade Gnóstica | SGI

O Despertar da Consciência

É necessário saber que a humanidade vive com a consciência adormecida. As pessoas trabalham sonhando, andam pelas ruas sonhando, vivem e morrem sonhando.

Quando chegamos à conclusão de que todo mundo vive adormecido, compreendemos a necessidade de despertar. Necessitamos o despertar da consciência. Queremos o despertar da consciência.

Fascinação

A causa do sono profundo em que vive a humanidade é a fascinação.

As pessoas estão fascinadas por todas as coisas da vida. As pessoas se esquecem de si mesmas porque estão fascinadas. O bêbado no botequim está fascinado pelo álcool, pelo local, pelo prazer, pelos amigos e pelas mulheres. A mulher vaidosa está fascinada ante o espelho pelo encanto de si mesma. O rico avarento está fascinado pelo dinheiro e pelas propriedades. O operário honrado está fascinado pelo árduo trabalho na fábrica. O pai de família está fascinado por seus filhos. Todos os seres humanos estão fascinados e dormem profundamente. Quando dirigimos um carro, ficamos assombrados ao ver as pessoas nas avenidas e ruas lançarem−se à frente do veículo sem importar−lhes o perigo. Outros se atiram francamente debaixo das rodas dos automóveis. Pobres pessoas… Andam adormecidas… Parecem sonâmbulas, pois andam dormindo e põem em perigo as suas próprias vidas. Qualquer clarividente pode ver seus sonhos. As pessoas sonham em tudo aquilo que as mantém fascinadas.

O Sono

Durante o sono o Ego escapa do corpo físico. Esta saída do Ego é necessária para que o corpo vital possa reparar o corpo físico. Nos mundos internos o Ego anda sonhando. Realmente, podemos assegurar que o Ego leva seus sonhos aos mundos internos. Nos mundos internos o Ego ocupa−se dos mesmos afazeres que o mantém fascinado no físico. Assim vemos o carpinteiro durante o sonho em sua carpintaria, o polícia guardando as ruas, o barbeiro em sua barbearia, o ferreiro em sua ferraria, o bêbado no bar, a prostituta na casa de prazeres entregue à luxúria, etc. Toda essa gente vive nos mundos internos como se estivesse no mundo físico. A ninguém ocorre perguntar a si mesmo durante o sonho se está no mundo físico ou no astral. Os que fizeram a si mesmos essa pergunta durante o sonho, despertaram nos mundos internos e então, assombrados, puderam estudar todas as maravilhas dos mundos superiores. Somente acostumando−nos a fazer essa pergunta a cada momento durante o estado chamado de vigília, podemos chegar a fazer−nos a mesma pergunta nos mundos superiores durante as horas entregues ao sono. É claro que durante o sono repetimos tudo o que fazemos durante o dia; se durante o dia acostumamos a fazer−nos esta pergunta, durante o sono noturno, estando fora do corpo, acontecerá que repetiremos a mesma pergunta. O resultado será o despertar da consciência.

Recordar−se a Si Mesmo

O ser humano fascinado não se recorda de si mesmo. Devemos auto−recordar−nos de instante em instante. Necessitamos auto−recordar−nos em presença de toda representação que nos possa fascinar. Detenhamo−nos ante toda representação e façamos estas perguntas a nós mesmos: Onde estou eu? Estarei no plano físico ou no plano astral? Depois devemos dar um saltinho com a intenção de flutuar no ambiente circundante. É lógico que se flutuarmos é porque estaremos fora do corpo físico e o resultado será o despertar da consciência. O objetivo destas perguntas a cada instante da nossa vida é fazer com que se gravem no subconsciente, a fim de atuarem depois, durante as horas entregues ao sono, em que realmente o Ego se acha fora do corpo físico. É indispensável saber que no astral as coisas se vêem tal como aqui no plano físico. As pessoas durante o sono e depois da morte vêem tudo lá igualmente como aqui no mundo físico, sendo que nem sequer suspeitam estarem fora do corpo físico. Nenhum defunto crê jamais estar morto, pois está fascinado e dorme profundamente. Se os defuntos houvessem feito durante a vida a prática de se recordar a si mesmo, de instante em instante, se houvessem lutado contra a fascinação das coisas do mundo, o resultado seria o despertar da consciência. Então não dormiriam. Andariam nos mundos internos com a consciência desperta. Quem desperta a consciência pode estudar durante as horas do sono todas as maravilhas dos mundos superiores. Quem desperta a consciência torna−se clarividente. Quem desperta a consciência vive nos mundos superiores como um cidadão do Cosmos, totalmente desperto. E passa a conviver com os Grandes Hierofantes da Loja Branca.

Quem desperta a consciência, já não pode dormir aqui neste plano físico, nem tampouco nos mundos internos. Quem desperta a consciência deixa de dormir. Quem desperta a consciência converte−se num investigador competente dos mundos superiores. Quem desperta a consciência é um Iluminado. Quem desperta a consciência pode estudar aos pés do Mestre. Quem desperta a consciência pode falar familiarmente com os Deuses que iniciaram a aurora da criação. Quem desperta a consciência pode recordar as suas inúmeras reencarnações. Quem desperta a consciência assiste conscientemente às suas próprias Iniciações Cósmicas. Quem desperta a consciência pode estudar nos Templos da Grande Loja Branca. Quem desperta a consciência pode saber nos mundos superiores como se encontra a evolução do seu Kundalini. Todo Matrimônio Perfeito deve despertar a consciência para receber a guia e a direção da Loja Branca. Nos mundos superiores os Mestres guiarão sabiamente a todos aqueles que realmente se amam. Nos mundos superiores os Mestres entregam a cada qual o que necessita para seu desenvolvimento interior.

Prática Complementar

Ao despertar do sono normal, todo estudante gnóstico deve fazer um exercício retrospectivo sobre o processo do sonho, para recordar todos aqueles lugares onde esteve durante as horas do sono. Sabe−se que o Ego viaja muito durante o sono normal. É necessário recordar minuciosamente onde estivemos e tudo aquilo que vimos e ouvimos. Os Mestres instruem os discípulos quando estão fora do corpo físico.

É mister desenvolver a memória para recordar tudo aquilo que aprendemos durante as horas do sono. É necessário que não nos movamos no momento do despertar, porque com este movimento se agita o astral e se perdem as recordações. É urgente combinar os exercícios retrospectivos com os seguintes Mantrams: RAOM GAOM. Cada palavra divide−se em duas sílabas, acentuando−se a vogal O. Estes Mantrams são para o estudante o que a dinamite é para o mineiro. Assim como o mineiro abre caminho por entre as entranhas da terra com a ajuda da dinamite, assim também o estudante abrirá caminho no sentido do desenvolvimento da memória do subconsciente com a ajuda destes Mantrams.

O Castelo de Dois Salões

A cabeça humana é um castelo com dois salões. O cérebro é o salão da chamada, vulgarmente, consciência de vigília e o cerebelo é o salão do subconsciente. Todas as experiências que o Ego adquire nos mundos superiores ficam armazenadas no salão do subconsciente. Quando os dois salões se unem, o resultado é a Iluminação. Com o exercício retrospectivo conseguiremos a união dos dois salões. Se o estudante não recorda nada, deve lutar sem tréguas e sem cansar−se a fim de abrir caminho na direção das regiões do subconsciente. Nenhum esforço é perdido. Assim como o mineiro luta abrindo caminho por entre as rochas da terra, assim também deve lutar o estudante abrindo caminho por entre a dura rocha da matéria até atingir a maravilhosa mansão do subconsciente. Cada exercício gera força que pouco a pouco vai rompendo a dura rocha do esquecimento que nos separa do salão do subconsciente, onde estão, como jóias delicadas, as memórias dos mundos superiores. Este exercício juntamente com a prática da auto−recordação complementam−se para levar−nos à iluminação total e definitiva.

Paciência e Tenacidade

O estudante gnóstico deve ser infinitamente paciente e tenaz porque os poderes custam muito. Nada nos é dado de graça, pois tudo custa. Esses estudos não são para os inconstantes, nem para as pessoas de pouca vontade. Estes estudos exigem fé infinita. Pessoas céticas não devem procurar os nossos estudos porque a ciência oculta é muito exigente. Os céticos fracassam totalmente. Os incrédulos não conseguirão entrar na Jerusalém Celestial.

Os Quatro Estados de Consciência

O primeiro estado de consciência denomina−se Eikasia. O segundo estado de consciência é Pistis. O terceiro estado de consciência Dianóia. O quarto estado de consciência é Nous.

Eikasia é ignorância, crueldade humana, barbárie, sono demasiado profundo, mundo instintivo e brutal, estado infra−humano.

Pistis é o mundo das opiniões e crenças. Pistis é crença, preconceitos, sectarismos, fanatismos, teorias, nas quais não existe nenhum gênero de percepção direta da verdade. Pistis é a consciência do nível comum da humanidade.

Dianóia é revisão intelectual de crenças, análises, sintetismo conceitual, consciência cultural−intelectual, pensamento científico, etc. O pensamento dianoético estuda os fenômenos e estabelece leis. O pensamento dianoético estuda os sistemas indutivo e dedutivo com o propósito de utilizá−los de forma profunda e clara.

Nous é a perfeita consciência desperta. Nous é o estado de Turiya, a perfeita iluminação interior profunda. Nous é a legítima clarividência objetiva. Nous é a intuição. Nous é o mundo dos arquétipos divinos. O pensamento Noético é sintético, claro, objetivo, iluminado.

Quem alcançar as alturas do pensamento noético, despertará a consciência totalmente e converter−se−á num Turiya.

A parte mais baixa do homem é irracional e subjetiva e se relaciona com os cinco sentidos ordinários.

A parte mais elevada do homem é o mundo da intuição e consciência objetiva espiritual. No mundo da intuição desenvolvem−se os arquétipos de todas as coisas da Natureza.

Só aqueles que penetram no mundo da intuição objetiva, só aqueles que alcançaram as alturas solenes do pensamento noético, estão verdadeiramente despertos e iluminados.

Nenhum verdadeiro Turiya pode dormir. O Turiya, quem alcançou as alturas do pensamento noético, nunca o anda dizendo, jamais se presume sábio, é por demais simples e humilde, puro e perfeito.

É necessário saber que nenhum Turiya é médium, nem pseudo−clarividente, nem pseudo−místico, como todos esses que hoje em dia abundam como erva daninha em todas as escolas de estudos espiritualistas, herméticos, ocultistas, etc.

O estado de Turiya é muito sublime e só o alcançam aqueles que trabalham na Frágua Acesa de Vulcano durante toda a vida, pois só o Kundalini pode elevar−nos ao estado de Turiya.

É urgente saber meditar profundamente e praticar Magia Sexual durante toda a vida para alcançar, depois de provas muito difíceis, o estado de Turiya.

A Meditação e a Magia Sexual nos levam até as alturas do pensamento noético.

Nenhum sonhador, nenhum médium, nenhum desses que entram em escola de ensinamento oculto pode instantaneamente alcançar o estado de Turiya. Infelizmente muitos crêem que isto seja simples como soprar bolhas de sabão, ou como quem fuma um cigarro, ou como quem se embriaga. É por isso que vemos muitos alucinados, médiuns e sonhadores, declarando−se Mestres Clarividentes, Iluminados. Em todas as escolas, inclusive dentro das fileiras do nosso Movimento Gnóstico, não faltam esses sujeitos que se dizem clarividentes, mas que na realidade nada disso são. São precisamente estes que, fundamentados em suas alucinações e sonhos, caluniam aos outros, dizendo: Fulano está caído, Beltrano é Mago Negro, etc.

É necessário advertir que as alturas do Turiya requerem muitíssimos anos de exercitamento mental e de Magia Sexual, em Matrimônio Perfeito, o que significa disciplina, estudo prolongado, meditação interior intensa e aprofundada, sacrifício pela humanidade, etc.

Impaciência

Comumente os recém entrados na Gnose estão cheios de impaciência: querem manifestações fenomênicas imediatas, desdobramentos instantâneos, iluminações, sapiência, etc.

A realidade é bem outra, pois nada nos é dado de presente e tudo custa adquirir. Nada se consegue com curiosidade, instantaneamente, ou rapidamente. Tudo tem seu processo e seu desenvolvimento. O Kundalini se desenvolve, evolui e progride muito lentamente dentro da aura do Maha−Choham. O Kundalini tem o poder de despertar a consciência; no entanto, o processo do despertar é lento, gradual, natural, sem fatos espetaculares, sensacionais, emocionais e bárbaros, pois quando a consciência despertou totalmente não é algo sensacional, nem espetacular, mas simplesmente uma realidade tão natural como a de uma árvore que lentamente cresceu e de desenvolveu sem sobressaltos e sem coisas sensacionais. Natureza é Natureza. O estudante gnóstico no início diz: eu estou sonhando. Depois exclama: estou em corpo astral, fora do corpo físico. Mais tarde logra o Samadhi, o êxtase, e penetra nos campos do Paraíso. A princípio as manifestações são esporádicas, descontínuas, seguidas de longo tempo de inconsciência. Mais tarde, as Asas Ígneas nos dão a consciência desperta continuamente, isto é, sem interrupções.

Capítulo 15 – O Celibato Capítulo 17 – Sonhos e Visões