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26 jul 2017

Emoções Superiores e Emoções Inferiores

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É necessário que nunca nos deixemos levar por emoções negativas, do ponto de vista psicológico. Os estudantes querem poder visitar ou entrar nas regiões sefiróticas do espaço. Uma coisa é captar um sefirote e outra coisa é penetrar nele. Obviamente, os sefirotes são atômicos e nós somos gnósticos e temos de penetrar na Árvore da Vida.

Devemos saber que há distintas regiões sefiróticas no espaço, penetrar nelas é maravilho. Como poderíamos entrar na região cabalística de Hod se não temos um corpo psicológico? Existem desdobramentos psicológicos. Os diversos agregados psicológicos podem integrar-se em um dado instante para penetrar no sefirote Hod, porém, seria uma entrada muito subjetiva, não teria a objetividade de quando se criou um segundo corpo.

Criar um corpo para essas emoções. A que classe de emoções me refiro? São as emoções superiores. As emoções inferiores são obstáculos para a experiência do real e para o crescimento anímico do Ser. Se quisermos criar um segundo corpo para entrar na região sefirótica de Hod, é óbvio que não devemos gastar nossas energias estupidamente, deixando-nos levar pelas emoções negativas, sejam de violência, ódio, ciúmes, ou orgulho, sejam de qual classe for.

Se gastarmos as energias em emoções inferiores, com que energia vamos criar o corpo psicológico? De que maneira, se as estamos gastando? Para criar o corpo psicológico é necessário economizar as energias.

Para explorar depois essas regiões de Hod (foi-nos dito que essas imensas regiões estão governadas por seres inefáveis, por seres solares, os Beni-Elohim, os Filhos de Deus que moram em tão vastas e profundas regiões), somente o que economiza energia pode penetrar nas profundezas de Hod. Nos mistério da vida e da morte não seria possível penetrar ou ter acesso sem a cabalista Hod. Isso é óbvio.

Comecemos por economizar energias. Quando uma emoção negativa nos sacode, bem vale a pena que conheçamos que tipo de agregado psicológico a produziu e, depois de havê-lo observado em ação, submetê-lo à técnica de meditação para desintegrar tal agregado. Do contrário, como faríamos?

O mais grave é que as emoções negativas tornam mentiroso o ser humano. A mentira produz uma conexão equivocada, porque a energia do Ancião dos Dias flui harmoniosa e perfeita através dos dez sefirotes da cabala hebraica até chegar a Malchut, o Reino, à pessoa física, ou psicofísica. O mentiroso conecta-se mal, produz uma deslocação intencional de sua mente, e como consequência surge a mentira; uma conexão equivocada…

Pode-se ser mentiroso por uma emoção negativa, que nos torna caluniadores e mentirosos, ou pode-se ser mentiroso conscientemente e à vontade. Em todo caso, é uma conexão negativa da mente com os Centros Superiores do Ser, produz-se um deslocamento da mente com relação aos Centros Superiores do Ser.

De todos os Centros que temos em nosso organismo, não há dúvida de que o mais difícil de controlar é o Centro Emocional. O Centro Intelectual, ainda que custe muito trabalho, ao final de certas disciplinas podemos controlá-lo mais ou menos.

O Centro Motor, que produz os movimentos e está situado na parte superior da espinha dorsal, também é controlável. Uma pessoa pode controlar os movimentos de seu corpo caminhando, levantando ou não um braço se assim o quiser, enrugar a testa ou não enrugar etc. Assim, toda a atividade do Centro Motor está sob o controle da vontade.

Mas o Centro Emocional é terrível. Essa questão das emoções negativas, do sentimento e do sentimentalismo, é muito difícil de se controlar. Na Índia, por exemplo, comparam o Centro Emocional a um elefante, um elefante louco. Que fazem para controlá-lo? Colocam-no lado a lado com dois elefantes sãos, obedientes, e os amarram para não irem embora. Por fim, os dois elefantes cordatos ensinam o louco a ser obediente, e este se torna então um elefante cordato. É um sistema que os indianos usam muito bem.

O Centro Emocional é um elefante, o Motor e o Intelectual também o são. Estes dois elefantes, o Intelectual e o Motor, podem controlar o elefante louco das emoções. Se num momento estamos para explodir de desespero ou de angústia, se nos identificamos com uma emoção negativa, estamos mal.

Que devemos fazer? Deitar-nos na cama, relaxar e pôr a mente em branco. Ao relaxarmos, estamos atuando com o Centro Motor, visto que relaxamos todo o corpo, afrouxamos os músculos e aliviamos a tensão no organismo.

Ao pôr a mente em branco, isto é, ao levar a mente à quietude e ao silêncio, o que acontece? Ao Centro emocional não resta outro remédio senão se acalmar um pouco, ir serenando. Por fim o Centro Intelectual e o Motor vêm a dominar o Emocional. São dois elefantes obedientes que terminam dominando o elefante louco.

Também é possível se controlar as emoções inferiores mediante as emoções superiores. Há muitos tipos de emoções inferiores, vocês o sabem. Se morre um de nossos familiares, gritamos, choramos, ficamos desesperados… Por quê? Porque não queremos cooperar com o inevitável. Isso é o pior.

Qualquer pessoa na vida deve aprender a cooperar com o inevitável. Se morre um ser querido, não nos conformamos e gritamos cheios de angústia, não aceitamos. Vemos seu corpo dentro do féretro e, no entanto, não nos parece que esteja morto, não o cremos, para nós não é possível que esse ser tenha morrido e nos entregamos à angústia e à desolação. Isso é terrível. Como poderíamos dominar esse estado?

De duas maneira: poderíamos apelar ao par de elefantes: os Centros Motor e Intelectual. Relaxar o corpo e pôr a mente em silêncio seria um sistema. O outro seria apelar para uma emoção diferente, uma emoção superior. Talvez nos faça muito bem nesses momentos escutar alguma sinfonia de Beethoven ou A Flauta Mágica de Mozart.

Podemos ainda submergir, cheios de emoção, numa meditação profunda, refletindo sobre os mistérios da vida e da morte. Portanto, através de uma emoção superior, controlamos as emoções inferiores e anulamos a dor que nos causa a morte de um ser querido.

O Centro Emocional é muito interessante, mas temos de dominar as emoções inferiores, controlar e submetê-las, e isso é possível de acordo com nossa didática. As emoções inferiores causam muito prejuízo.

Emoções inferiores como as das touradas, emoções inferiores como as do cinema, emoções inferiores como as das orgias e das grandes jogatinas, emoções inferiores como as de quem ganha na loteria, como as de quem se emociona com as notícias dos jornais sobre uma guerra ou sobre tantas coisas que há no mundo, emoções inferiores como as de quem bebe aguardente, emoções inferiores como as que as pessoas desenvolvem em todas as suas bestialidades, não servem senão para fortificar os agregados psíquicos inumanos que carregamos em nosso interior para criar outros novos.

Precisamos eliminar as emoções inferiores através das emoções superiores, e isso é possível. Precisamos aprender a viver uma vida edificante e essencialmente dignificante, isso é fundamental. Do contrário, progresso algum será possível.

Como? De que maneira? Precisamos ser mais sinceros conosco a fim de desenvolver o Centro Emocional Superior e nos libertarmos das emoções meramente negativas e superficiais.

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