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Conhecimento de Si Através dos Cinco Centros

26 jul 2017

Conhecimento de Si Através dos Cinco Centros

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A questão do funcionamento equivocado dos Centros é um tema que exige um estudo de toda a vida, através da observação de “si mesmo” em ação e do exame rigoroso dos sonhos.

Não é possível chegarem, num instante, à compreensão dos centros. Necessitamos de infinita paciência para compreender suas formas incorretas de trabalhar.

Toda a vida se desenvolve em razão dos Centros e é controlada por eles. Nossos pensamentos, sentimentos, esperanças, temores, amores, ódios, ações, sensações, prazeres, satisfações, frustrações etc. encontram-se nos Centros.

O descobrimento de algum elemento inumano em qualquer um dos Centros deve ser motivo mais do que suficiente para trabalhá-lo esotericamente.

É necessário compreender o que é a mente e o que são o sentimento e o sentimentalismo. Se estudarmos o Ser cuidadosamente, veremos que a mente não é o Ser. Na Teosofia fala-se muito do corpo Mental e as diversas escolas de pensamento o citam. Não queremos com isso dizer que todos os “humanoides” já possuam o veículo mental. Haverá manas, como se diz em sânscrito, ou seja, substância mental, depositada em cada um de nós, porém, isso não é possuir realmente o veículo da mente.

Em todo caso, a mente, se é que o ser humano já possui tal veículo ou que está começando a criá-lo, e mesmo que ainda não o tenha, não é mais que um instrumento de manifestação, mas não é o Ser. O sentimento tampouco é o Ser. No passado, senti-me inclinado a crer que o sentimento, em si mesmo, correspondia ao Ser.

Mais tarde, depois de severas análises, vi-me na necessidade de retificar tal conceito. Obviamente, o sentimento advém do corpo astral nos seres humanos. Poderiam objetar-me dizendo que nem todos possuem este precioso veículo kedsjano e nisso estamos de acordo, mas existe a emoção, a substância astral correspondente em cada um de nós.

De fato, quer tenhamos o veículo sideral quer não, surge evidentemente isso que se chama sentimento. Em seu aspecto negativo, o sentimentalismo nos converte em entes demasiadamente negativos, mas o sentimento tampouco é o Ser, pode pertencer ao centro emocional, porém não é o Ser.

A mente tem o seu Centro (o Centro Intelectual), mas não é o Ser. O Centro da Mente, o Intelectual, está localizado no cérebro – isto é obvio –, porém não é o Ser. O sentimento corresponde ao Centro Emocional, localiza-se na região do plexo solar e abarca os centros nervosos simpáticos e o coração, porém não é o Ser.

O Ser é o Ser, e a razão do ser do Ser é o mesmo Ser…

 

Por que temos de nos deixar levar pelos Centros da máquina? Por que permitimos que o Centro Intelectual ou o Emocional nos controlem? Por que temos de ser escravos desta maquinaria? Devemos aprender a controlar todos os Centros da máquina, devemos nos converter em seus senhores.

Há cinco Centros na máquina, e isto é óbvio: o Intelectual, primeiro; o Emocional, segundo; o Motor, terceiro; o Instintivo, quarto; e o Sexual, quinto.

Mas, os Centros da máquina não são o Ser; podem estar a serviço do Ser, porém não são o Ser. Assim, pois, nem a mente nem o sentimento são o Ser.

Por que sofrem os seres humanos? Porque permitem que o pensamento e o sentimento intervenham nas diversas circunstâncias da vida. Se nos insultam, reagimos de imediato, se ferem nosso amor próprio, sofremos e até nos encolerizamos.

Quando contemplamos todo o panorama da vida, podemos evidenciar claramente que temos sido, diríamos, como pedaços de madeira no oceano, graças precisamente a que temos permitido que a mente e o sentimento se intrometam nas diversas circunstâncias da existência.

Não temos dado oportunidade à Essência, ao Ser, para que se expresse através de nós. Temos sempre tentado resolver as coisas por nossa conta, reagimos ante qualquer palavra dura, qualquer problema ou qualquer dificuldade. Sentimos-no feridos quando alguém nos fere, ou contentes quando alguém nos agrada.

Temos sido, dissemos, como pedaços de madeira entre as embravecidas ondas do grande oceano, não temos sido senhores de nós mesmos.

Por que nos preocupamos? Pergunto a mim mesmo e pergunto a vocês. Por causa dos “problemas”, me diriam. A preocupação, meus caros irmãos, é um hábito de muito mau gosto, de nada serve, nada resolve. Uma pessoa tem de aprender a viver de instante em instante, de momento ao momento. Por que haverá alguém de se preocupar?

Assim, não devemos permitir que a mente e os sentimento se intrometam nas diversas circunstâncias da vida. A personalidade humana deve tornar-se passiva, tranquila. Isto implica, de fato, uma tremenda atividade da consciência, isso significa aprender a viver conscientemente, isso significa dispor a base para o despertar.

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