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12 out 2019

A Profecia Celestina

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* Texto escrito por Viviane da Silva, estudante gnóstica da SGI – Itajaí/SC

O livro relata a história de um manuscrito sagrado que, escondido há mais de dois mil anos nas selvas do Peru, revela o verdadeiro destino de toda a humanidade. Nele estão previstas nove visões capazes de libertar e elevar os seres humanos.

A primeira visão relata o que realmente há por trás das coincidências da vida, quando passamos a levar a sério as mesmas e interpretá-las, fica visível que existe algo mais, algo espiritual atuando em tudo o que fazemos, em todos os encontros, desencontros e acontecimentos do dia a dia.

Já a segunda institui a consciência como uma coisa real, seria um despertar para o que de fato está ocorrendo no mundo, enquanto a terceira visão inicia uma nova postura de vida a partir do momento que define o universo como de pura energia, tanto dos seres vivos, como não vivos. Tudo responde à energia recebida, inclusive o pensamento. Exalamos energia assim como estamos expostos a energias alheias.

A quarta visão, no entanto, expõe a tendência humana em roubar energia dos outros com o objetivo de dominá-los, seja numa discussão ou na simples necessidade de se obter razão. Não por acaso, frequentemente nos sentimos esvaziados de energia, fracos e perdidos. Porém, vale ressaltar que essa escassez pode ser remediada quando nos ligamos a algum tipo de fonte superior.

Na quinta visão fica claro que o Universo nos proporciona tudo o que precisamos, nele é possível encontrar todos os recursos de que nos são necessários. Para tanto, é importante estarmos abertos a isso, dispostos e preparados para reconhecer e assim passar a receber.

Para entrarmos em um estado mental avançado, é preciso que aprendamos quem realmente somos. È o que diz a sexta visão, sobre a necessidade de esclarecer o passado e tomar consciência de nossos dramas de controle, dramas constituídos a partir de nossos traumas de infância, que acabam nos revelando um personagem que criamos para enfrentar a vida, o que nos distancia de nossos eus superiores.

Além disso, atenção aos nossos pensamentos, sonhos e devaneios, já que estes podem nos orientar, segundo a sétima visão. Precisamos nos colocar numa posição de observador e avaliar o que os mesmos tem a ver com as questões da nossa vida. Isto também nos coloca na corrente evolutiva.

Conforme a oitava visão, aprender como se relacionar de uma maneira nova com os outros, realçando o que de melhor existe neles é a chave para manter o mistério atuando e as respostas surgindo.

A nona e última visão relatada pelo livro põe todas as demais em perspectiva e revela o nosso destino, o que é, de fato, consciência espiritual. A verdade constitui numa síntese entre as visões de mundo científico e religioso. Segundo ela, nós, seres humanos, somos o ponto culminante de toda a evolução, onde cada geração incorpora mais energia e acumula mais verdade, passando depois às pessoas da geração seguinte.

Esta visão relata ainda que o início da matéria se deu de uma forma fraca e foi aumentando sua complexidade com o passar dos tempos, elemento por elemento, espécie por espécie, sempre evoluindo para um estado de vibração superior. Assim, à medida que nós, humanos, aumentarmos nossa vibração, será possível atravessarmos a barreira entre esta vida e o outro mundo do qual viemos e para o qual iremos depois da morte.

Trata-se de um livro surpreendente, no qual conseguimos estabelecer relações com as nossas posturas no dia a dia, evidenciando a necessidade de evolução da consciência. Através de personagens mais e outros menos evoluídos, fica clara a possibilidade de superação espiritual e que encontrar as verdadeiras chaves pode ser libertador e possível para cada um de nós. Obviamente, há um movimento contrário a essa evolução, como nos relata o romance em seu enredo, há interesses alheios e contrários a essa evolução e cabe a cada um encontrar o seu caminho e se libertar dessas influências. Cada um no seu tempo, no seu momento.

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