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1 out 2011

Os 7 Gigantes Mais Famosos da Mitologia

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Presentes em praticamente todas as narrativas mitológicas, os gigantes representam, na maioria dos casos, forças descomunais e opressoras que os heróis devem enfrentar durante sua jornada. Na maioria dos mitos, os gigantes fazem o papel de forças caóticas da natureza selvagem, que eventualmente são dominadas pelos deuses, seus eternos inimigos.

Muitas doutrinas esotéricas consideram os gigantes como criaturas que tiveram existência real, seja no plano físico, etérico ou em dimensões mais elevadas do universo. Por isso, acabaram se tornando uma temática muito popular, especialmente nos meios teosóficos e relacionados às civilizações antigas e aos continentes perdidos, tal como a Atlântida a e Lemúria.

Elaboramos uma lista de gigantes bastante diversa, com personagens mitológicos de culturas diferentes, onde é possível notar claramente a semelhança dos elementos destes mitos. Eles refletem os esforços que nossa alma realiza para dominar as baixas paixões e utilizar seu potencial a seu favor. Com vocês, os 7 gigantes mais famosos da mitologia:

7. Balor (celta)

Na mitologia celta, Balor do Olho Maligno era o rei dos Fomorianos, uma raça de gigantes que habitava a ilha Tory. Balor era conhecido por possuir um olho no centro de sua testa e outro no centro da nuca, e por isso ninguém era capaz de se aproximar dele sorrateiramente por trás.

De acordo com uma profecia, Balor seria morto por seu neto. Para evitar seu destino, ele trancou sua filha Ethlinn numa torre feita de cristal, para evitar que ela ficasse grávida. No entanto, um guerreiro chamado Cian, auxiliado por uma druidesa, entrou na torre e engravidou Ethlinn.

Nasceram trigêmeos, que foram lançados ao mar pelo avô, sendo que apenas um deles, Lugh, foi resgatado. Lugh, assim como seu pai, era um dos Tuatha de Dannan, e anos mais tarde acabou liderando-os na Batalha de Magh Tuiredh contra os Fomorianos, liderados por Balor. O neto cumpriu a profecia decapitando o avô e usando seu poderoso olho contra os próprios Fomorianos.

De acordo com uma lenda, quando Lugh decapitou seu avô, o olho do gigante ainda estava aberto quando caiu ao solo. Isto fez com que uma grande cratera fosse aberta no solo. Com o passar do tempo, ela foi enchida com água, transformando-se num lago conhecido como Loch na Súl, ou “Lago do Olho”, que pode ser encontrado no condado de Sligo, no norte da Irlanda.

6. Hiranyakashipu (hindu)

Os Puranas descrevem Hiranyakashipu como um dos Asuras, um grupo de divindades sedentas por poder, muitas vezes consideradas pecadoras ou materialistas. Hiranyakashipu tinha um irmão mais novo, chamado Hiranyaksha, que foi assassinado por Varaha, o Avatar de Vishnu que assumiu a forma de um javali.

Enfurecido pela morte de Hiranyaksha, Hiranyakashipu decidiu adquirir poderes mágicos realizando penitências para agradar Brahma, a suprema divindade. No início seus esforços dão resultado, pois Brahma fica lisonjeado com a austeridade do Asura. Mas quando Brahma oferece à ele um dom em troca de sua penitência, Hiranyakashipu escolhe a imortalidade, a qual Brahma nega.

Hiranyakashipu então é atendido por Brahma, quando faz o seguinte pedido:

“Oh meu senhor, não me deixe ser morto por nenhuma das criaturas vivas criadas por ti, nem dentro ou fora de qualquer residência, de dia ou de noite, no chão ou no céu. Não me deixe ser morto por arma nenhuma, nem por humanos ou animais.”

Mais tarde, um de seus filhos, chamado Prahlada, tornou-se devoto de Vishnu, o que levou novamente Hiranyakashipu ao ódio e à realização de muitos esforços para assassinar o jovem. Contudo, toda vez que tentava, Prahlada era protegido pelos poderes místicos de Vishnu. Finalmente, Prahlada se recusa a reconhecer seu pai como supremo senhor do universo, reafirmando a onipresença de Vishnu.

Vishnu então decide acabar com a vida de Hiranyakashipu, mas não pode contrariar os dons oferecidos por Brahma. Hiranyakashipu não podia ser morto por humanos, devas ou animais. Então Vishnu assume a forma de Narasimha, o Avatar metade homem, metade leão, não sendo nenhum dos seres que não podem trazer a morte a Hiranyakashipu.

Narashima encontra Hiranyakashipu no por-do-sol (quando não é nem de dia e nem de noite), no umbral de um pátio (nem dentro e nem fora de uma residência), e coloca seu inimigo sobre seu colo (nem no solo e nem no céu). Usando suas garras (que não são armas), ele estripa e mata seu inimigo.

5. Fafner (nórdico)

O deus nórdico Wotan queria construir um grande castelo que estemunhasse a grandeza dos deuses. Para isso, contratou o gigante Fafner e seu irmão, Fasolt. Aconselhado pelo traiçoeiro Loki, Wotan oferece Freia, a deusa da juventude e da beleza, como pagamento. Loki prometera que encontraria uma forma de desfazer o negócio e enganar os irmãos.

Terminado o castelo, Fasolt e Fafner, vieram buscar o pagamento. Wotan, o grande deus dos pactos, não pode deixar de cumprir sua promessa, e os gigantes partiram levando a aterrorizada Freia. Então Loki sugere a Wotan que eles tomem o ouro e o anel forjado por Alberich, o cobiçoso anão que roubara o tesouro das ninfas do Reno, substituindo assim Freia pelo precioso material.

Wotan e Loki partem em busca do tesouro e o roubam de Alberich, que amaldiçoa o anel. Wotan oferece o tesouro – mas não o anel – a Fasolt e Fafner como resgate pela deusa. Os gigantes aceitam, mas fazem questão do poderoso anel forjado pelo Nibelungo, que já ostentava o dedo de Wotan. Aconselhado por Erda, a deusa da terra e mais sábia entre as mulheres, Wotan entrega o anel amaldiçoado, que já faz sentir seus efeitos. Após uma discussão sobre a divisão das riquezas, Fafner mata Fasolt, e foge com tudo para si.

Muito tempo depois, uma jovem grávida chamada Sieglinde é levada ao meio da floresta por Mime, o irmão de Alberich. Ele conhece toda a história da moça, e sabe que ela carrega em seu ventre um descendente dos deuses. Mime também sabe tudo a respeito do ouro e do anel, então espera que o futuro herói possa ajudá-lo a tomar para si o tesouro.

Sieglinde morre durante o parto, e Mime cuida de Siegfried – o menino – até que ele atinge a maturidade. Siegfried é um rapaz inculto e inocente, mas muito forte e isento de medo, sentimento que deseja aprender. Mime então leva-o até o outrora gigante Fafner, agora na forma de um dragão, graças aos poderes do anel.

Em uma caverna no meio da floresta, Fafner guarda seu tesouro. Estimulado por Mime, o jovem Siegfried enfrenta o dragão com o intuito de sentir medo, o que não surte efeito. Então, Siegfried mata Fafner com sua espada. Acidentalmente, ele acaba degustando o sangue do dragão, e a partir de então é capaz de entender a linguagem dos pássaros. Os animais indicam ao jovem novas aventuras, que ele segue corajosamente.

4. Polifemo (grego)

Polifemo é um dos Ciclopes, um gigante de um único olho, filho de Poseidon. Seu nome significa “o famoso”, e sua história é narrada por Homero, no livro 9 de sua Odisseia.

Após a Guerra de Troia, navegando pelos mares, Ulisses chega à ilha dos Ciclopes. Ele desce do navio levando consigo doze homens para encontrar comida e bebida, e acabam encontrando uma caverna, o lar do grande ciclope Polifemo.

Quando o gigante volta para sua casa com seu rebanho e encontra Ulisses e seus homens, ele bloqueia a entrada da caverna com uma pedra muito pesada, aprisionando os gregos. Imediatamente, Polifemo esmaga e devora dois dos homens de Ulisses.

Na manhã seguinte, Polifemo mata e devora mais dois homens no café da manhã, e então sai da caverna para pastorear suas ovelhas. Na ausência do gigante, Ulisses confecciona uma lança de madeira bem afiada, tratando de escondê-la antes da chegada de Polifemo. Naquela noite, Polifemo retorna ao lar e mata mais dois companheiros de Ulisses.

O sábio grego então oferece ao gigante um vinho especial, e este aceita. Polifemo fica bêbado e desatento, mas muito agradecido pela gentileza de Ulisses. Então, o gigante pergunta o nome de seu convidado, prometendo um presente caso ele respondesse. Ulisses responde: “Ninguém.” Completamente bêbado, Polifemo avisa que Ninguém seria o último que ele devoraria. Esta era a sua surpresa.

Logo, Polifemo desmaia de tão bêbado, ao que Ulisses rapidamente empunha a lança que havia confeccionado e enfia diretamente no olho do gigante, cegando-o. Polifemo chama o auxílio dos demais ciclopes da ilha, gritando que ninguém o havia ferido. Os outros ciclopes pensam que Polifemo está fazendo algum tipo de brincadeira, e não dão importância aos seus apelos.

Pela manhã, Ulisses e seus homens se amarram à lã das ovelhas de Polifemo, e quando o gigante cego decide pastoreá-las, eles conseguem escapar. Enquanto navegam para escapar da ilha, Ulisses grita para Polifemo: “Eu não sou ninguém; Eu sou Ulisses, filho de Laertes, Rei de Ítaca.” Este ato traria mais tarde problemas ao grego. Irritado, Polifemo roga a seu pai, Poseidon, que vingue o desaforo de Ulisses. O deus dos oceanos amaldiçoa Ulisses com tormentas que impedem sua jornada de volta à casa.

3. São Cristóvão (católico)

São Cristóvão é um santo venerado tanto por cristãos católicos quanto por cristãos ortodoxos, , considerado um mártir morto durante o reinado do Imperador Romano Décio (249-251).

De acordo com as lendas em torno de sua vida, Cristóvão era um Cananeu de 2 metros e 30 centímetros de altura, de aparência muito feia, cujo rosto inspirava medo. Enquanto servia o Rei de Canaã, um dia decidiu servir o mais poderoso ser existente.

Então partiu em sua busca, e acabou encontrando um rei muito poderoso, mas que temia o Diabo. Isto fez com que Cristóvão abandonasse este rei para servir ao próprio Satanás, até que um dia encontrou um homem que dizia ser o próprio Diabo.

Cristóvão então decidiu servir àquele homem. Um dia, no entanto, ele viu seu senhor evitando cruzar uma estrada que passava por uma cruz. Aí descobriu que o Diabo temia Cristo, e decidiu servir à ele. Enquanto procurava por este ser poderoso, temido pelo próprio Diabo, conheceu um eremita que o instruiu na doutrina cristã e o batizou

Cristóvão então pediu ao eremita como poderia servir à Cristo. O eremita sugeriu que, devido à sua altura, ele poderia servir à Cristo auxiliando as pessoas a atravessarem um rio muito perigoso, onde muitos morriam ao tentar cruzá-lo.

Cristóvão já realizava esta tarefa por muito tempo, quando um dia uma criança pediu que ele a atravessasse até a outra margem. Durante a travessia, o rio começou a encher, e a criança parecia pesar uma tonelada, fazendo com que Cristóvão a carregasse até a outra margem com grande dificuldade.

Quando eles finalmente chegaram ao outro lado, ele disse à criança: “Você me colocou numa situação de grande perigo. Não creio que o mundo inteiro pudesse pesar tanto em meus ombros quanto você pesou.” E a criança respondeu: “Não era o mundo que você tinha sobre seus ombros, mas aquele que o fez. Eu sou Cristo, seu Rei, a quem você vem servindo através deste trabalho.” Então, a criança desapareceu.

A partir deste momento, Cristóvão decidiu oferecer auxílio e conforto aos cristãos que estavam sendo martirizados. Isso irritou o governante local, que decidiu enviar duas belas jovens para seduzi-lo, mas ele acabou convertendo as moças, assim como fez mais tarde com milhares de outras pessoas. Então, sua morte foi ordenada, e após muitas tentativas sem sucesso, Cristóvão foi decapitado.

Por causa da proteção de ele oferecia aos viajantes e aos que estavam próximos da morte, muitas igrejas colocam imagens ou estátuas suas em lugares onde ele pode ser facilmente visto. Além disso, ele é representado como um gigante que carrega uma criança em seus ombros.

2. Adão (islâmico)

Na literatura islâmica, Maomé afirma que Alá originalmente criou Adão com aproximadamente 30 metros de altura. Com o passar do tempo, seus descendentes foram pouco a pouco perdendo estatura, até chegar ao tamanho atual de um ser humano.

No Sahih al-Bukhari, uma das seis coleções de ensinamentos de Maomé, no volume 8, livro 74, número 246, está escrito:

O profeta disse: “Alá criou Adão em sua forma completa com 60 cúbitos – cerca de 30 metros – de altura.

Quando Ele o criou, disse à ele: ‘Vá e saúda aquele grupos de anjos ali sentados, e escuta o que eles disserem em resposta às tuas perguntas, pois esta será a tua apresentação e a dos teus descendentes.’ Adão foi e disse: ‘As-Salamu alaikum (Que a paz esteja sobre vós).’ Ao que os anjos responderam, ‘Walaikum salam (E sobre vós a paz)’.”

O profeta acrescentou: “Assim, aquele que quiser entrar no Paraíso, deverá ter a forma de Adão, pois as pessoas têm diminuído em estatura desde a sua criação.”

1. Golias (hebreu)

Golias, também conhecido como Golias de Gate (uma das cinco cidades-estado dos Filisteus, é um guerreiro filisteu gigante, famoso pelo combate com o jovem Davi, o futuro rei de Israel.

A batalha entre Davi e Golias está descrita em 1 Samuel, capítulo 17. Saul e os israelitas estão enfrentando os filisteus no Vale de Elah. Duas vezes ao dia, durante quarenta dias, Golias, o campeão dos filisteus, desafia os israelitas a enviarem seu campeão para decidir a guerra em um único combate.

Contudo, Saul e seus comandados têm medo do gigante. O franzino Davi estava presente, pois havia trazido comida para seus irmãos mais velhos. Quando soube que Saul recompensaria qualquer um que derrotasse Golias, Davi aceita o desafio.

Relutante, Saul concorda e oferece ao jovem sua armadura, a qual Davi recusa, levando apenas sua funda e cinco pedras recolhidas em um corrégo. Davi e Golias então se enfrentam, estando Golias armado com sua armadura e escudo, e Davi com seu cajado e funda.

Ao ver Davi tão jovem e quase desarmado, Golias lançou um olhar de desprezo e disse: “Por acaso eu sou um cachorro para que venha a mim com um pau?” Então o pequeno Davi respondeu: “Você não me assusta. Estou com Deus e serei o vencedor.” Davi correu em direção a Golias e lançou uma pedra com a funda. A pedra acertou a testa do gigante e ele desabou no chão.

Logo Davi agarrou os cabelos do gigante, ergueu sua cabeça, desembainhou sua espada e decapitou Golias. Os filisteus, vendo seu herói morto, saíram correndo, e foram perseguidos pelos israelitas até que voltassem às suas terras. Davi recolheu a armadura de Golias em sua tenda e carregou sua cabeça até Jerusalém.

3 Respostas

  1. marcos marcelo

    achei muito bacana, o vm saw ja fazia uma explanaçao vendo davi como o pequeno percentual de consciençia livre lutando e vencendo o gigante o eu-pluralizado, o mais fantastico esta na simbologia,5 pedras ;cinco o numero da mae divina; das aguas ,lembrando a decida a nona esfera; a decaptaçaoo;levando ate jerusalem; lembrando que o passado animal, de todos nos so nos e tirado totalmente na terceira inçiaçao do fogo; a unica duvida que me pairou no meus periodos iniciais; e como se chegaria ao vazio eluminador, antes deste etapa iniçiatica; mas deduzo que o vazio eluminador seja um estado de consçiençia;mas deixo aos colegas esta questao?

  2. Oi Marcos,
    Que bacana, este é o propósito destes textos.
    Que cada um saiba tirar proveito das alegorias e assim compreender mais profundamente o trabalho gnóstico.
    Abraços :)

  3. nousvate

    sim marcos e um estado de consciência que nos leva a perceber o vazio iluminador.

    porque iluminador?

    porque a consciência nos leva a fundirmos com a luz da compreensão fora da dualidade e absorvemos os princípios e realidades de outros mundos através dos tributos concientivos e assimilamos todas as realidades do vazio por meio das particularidades do ser.

    todos sabe que este estado de consciência pode ser conseguido com a pratica da meditação com o êxtase do samadhi e as particularidade do ser com a constituição dos corpos solares.

    3-grande abraço.

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