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11 dez 2011

As 7 Espadas Mais Poderosas da Mitologia (2)

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Era inevitável que o post As 7 Espadas Mais Poderosas da Mitologia recebesse muitas visitas e comentários, especialmente nas redes sociais. Os símbolos da mitologia sempre mexem com o imaginário humano, e seus significados trazem à tona sentimentos que nos transportam para uma dimensão que transcende o ordinário e o cotidiano, resultando em instantes preciosos de liberdade.

Além disso, a realização da lista exigiu que muitas espadas ficassem de fora, o que acabou gerando debates e sugestões. Entre elas, a de produzir esta segunda edição das 7 Espadas Mais Poderosas da Mitologia, e uma edição especial com as 7 Espadas Mais Poderosas da Cultura Pop, que será escrito por um autor convidado, um perito em mitologias contemporâneas, games, RPG’s e, é claro, Magia Enochiana.

Por enquanto, vamos conhecer outra série de 7 espadas que figuram como importantes elementos simbólicos em variadas mitologias do planeta.

Como já era de se esperar, os japoneses não ficam de fora, já que a espada sempre teve um valor importante naquela sociedade, seja como arma ou símbolo de poder e status dos samurais, até o fato de se acreditar que o espírito do samurai vivia nela.

São tantas as histórias consideradas mitológicas ou lendárias que envolvem espadas na cultura japonesa, que várias listas como esta poderiam ser realizadas apenas com heróis, deuses e mitos daquele povo. Afinal, não é por acaso que a Nihonto é um símbolo da cultura japonesa, protegido pela legislação daquele país.

Esta série apresenta espadas mitológicas menos conhecidas que as da lista anterior, mas de maneira alguma elas são menos interessantes. Mais que uma possibilidade de aprofundar a compreensão da simbologia esotérica da espada, esta é uma oportunidade de conhecer as lendas de culturas não tão populares, como a manifestação mágica da espada do Imperador vietnamita Le Loi.

7. Tyrfing (Nórdica)

Tyrfing é uma das espadas mágicas da Mitologia Nórdica. Ela aparece na Saga de Hervor, um dos principais textos que J. R. R. Tolkien usou como fonte de inspiração para construir as lendas da Terra-média. Esta saga conta como Tyrfing, a espada do rei Svafrlami, foi forjada e amaldiçoada pelos anões Dvalinn e Durin.

Svafrlami era o rei de Gardariki, e neto de Odin. Ele aprisionou os anões Dvalinn e Durin quando eles deixaram a rocha onde viviam. Então, ele os forçou a forjar uma espada com cabo dourado que jamais errasse um golpe, jamais enferrujasse, e fosse capaz de cortar a rocha e o aço como se corta um pedaço de tecido.

Os anões forjaram a espada, e ela brilhava e reluzia como o fogo. No entanto, para se vingarem da tirania de Svafrlami, eles amaldiçoaram a espada, de modo que ela matasse um homem sempre que desembainhada, e fosse a causa de três grandes maldades.

Eles também a amaldiçoaram para que matasse o próprio Rei, o que acabou acontecendo. Do assassino de Svafrlami, o guerreiro Arngrim, a espada passou para Angantyr e seus onze irmãos. Eles foram todos mortos por outro guerreiro, chamado Hjalmar. Depois de um tempo, ficou sob a guarda de Heidrek, que se tornou rei dos Godos, e que morreu assassinado por seus oito escravos, sendo esta a última das três maldades da maldição.

A espada ficou com o filho de Heidrek, que também se chamava Angantyr e que se tornou o novo rei dos Godos. Quando seu reino foi invadido por Hlod e uma cavalaria composta por mais de 300 mil Hunos, número que excedia em muito o número de soldados Godos, Angantyr usou Tyrfing para vencer a guerra. Conta a lenda que os corpos dos guerreiros mortos eram tantos que entupiram os rios, causando inundações e fazendo com que os vales ficassem cheios de homens e cavalos mortos.

6. Thuan Thien (Vietnamita)

Thuan Thien é o nome da espada mítica do Imperador vietnamita Le Loi, que libertou o Vietnã da ocupação Ming depois de dez anos de conflitos. De acordo com a lenda, a espada possuía poderes mágicos, que faziam Le Loi aumentar seu tamanho e ganhar a força de mil homens.

Já havia três anos que Le Loi liderava uma guerrilha desgastante contra o bem-organizado exército chinês. Um dia, uma divindade local chamada Rei Dragão decidiu emprestar sua espada ao guerreiro. Mas não seria nada fácil, pois a espada não seria entregue inteira. Ela foi dividida em duas partes: o cabo e a lâmina.

Dias depois, o pescador Lê Than pegou em sua rede algo muito pesado, que parecia ser um grande peixe. Logo, o pescador se viu frustrado, quando viu que na rede havia apenas um pedaço de metal. Ele arrancou da rede e atirou o metal de volta na água. Jogou sua rede de novo e quando puxou, lá estava novamente o metal. Isso aconteceu ainda mais uma vez, ao que Lê Than resolveu levar o que parecia ser uma lâmina para sua casa.

Lê Than acabou se juntando ao exército de Le Loi. O líder resolveu visitar a casa de seu novo soldado, um lugar muito escuro. Ao entrar na casa, a lâmina sentiu a presença de Le Loi, e começou a emitir uma luz muito forte. Le Loi segurou a lâmina e viu a seguinte inscrição aparecer como mágica diante de seus olhos: Vontade Divina.

Saindo da casa do pescador, o guerreiro foi surpreendido por outra luz, desta vez atrás de um arbusto. Ao se aproximar, encontrou um cabo de espada, cravado de pedras preciosas. Sem hesitar, Le Loi juntou as duas peças e pelos próximos anos, a espada mágica do Rei Dragão trouxe à ele e seu povo uma série de vitórias consecutivas e a independência.

Já no trono, Le Loi decidiu fazer um passeio de barco pelo lago Ho Luc Thuy. Ao chegar no meio do lago, apareceu uma tartaruga gigante, e no mesmo instante a espada mágica começou a se mover. A tartaruga se aproximou do barco e, com voz humana, pediu ao Imperador que devolvesse a espada ao seu dono, que vivia no fundo das águas. Le Loi retirou a espada da bainha, e a tartaruga a pegou com sua boca e a levou para o fundo do lago. Desde então, aquele é conhecido como o Lago da Espada.

5. Nægling (Saxônica)

Nægling é o nome de uma das espadas usadas pelo herói Beowulf no poema épico anglo-saxão de mesmo nome. Ele a recebe logo após derrotar Grendel e sua mãe. Seu nome significa “contundente”, pois ela se dirige ao inimigo como uma agulha.

Beowulf é um herói da tribo dos Gautas, que com sua força excepcional e sua e coragem livra os dinamarqueses da ameaça de dois terríveis monstros diabólicos. Contudo, depois de já coroado rei do seu povo, ao combater e matar um dragão, ele acaba morrendo.

Herói de força descomunal, Beowulf ouve as desventuras que afligem a corte do rei Hrothgar, na Dinamarca, para onde então viaja com seu pequeno grupo de guerreiros, onde é recebido pelo rei em Heorot, o grandioso salão da corte.

Assim que chega, Beowulf se oferece para livrar Hrothgar e seu povo dos ataques de Grendel, uma criatura monstruosa, o verdadeiro símbolo do mal encarnado, capaz de devorar homens inteiros. O herói vence e mata Grendel em um duelo, utilizando como arma apenas as suas mãos. Logo, a mãe de Grendel, outra criatura monstruosa, vem vingar a morte do filho com novas carnificinas.

Beowulf segue seu rastro até uma caverna submarina, localizada num lago habitado por monstros aquáticos, onde a combate e vence com uma espada retirada do próprio arsenal da mãe de Grendel, e que fora criada para matar gigantes. Por este feito, o Rei Hrothgar presentei Beowul com a espada Nægling

4. Worochi (Japonesa)

Worochi é a espada lendária que o Deus Izanagi usou para matar seu filho, Kagu-tsuchi. Izanagi é uma divindade nascida de sete gerações divinas, segundo a mitologia japonesa e o Xintoísmo. Ele e sua irmã e esposa, Izanami, foram os pais de muitas ilhas, divindades e antepassados do Japão.

Izanagi e Izanami foram criados pelos Deuses e imbuídos da responsabilidade de criarem a terra. Para ajudá-los, os Deuses presentearam Izanagi e Izanami com uma lança decorada com joias, chamada Ame-no-nuboko, que significa Lança Celestial.

Com ela, os dois agitaram as águas do mar, e quando gotas de água salgada caíram da lança, formou-se Onogoroshima, que significa “a ilha auto-gerada”. Então, Izanagi e Izanami resolveram se unir sexualmente e, após a realização de uma cerimônia sagrada, surgiu de sua união o ōyashima, ou seja, as oito grande ilhas, que correspondiam às oito ilhas que formavam o Japão nos tempos antigos.

Izanami ainda deu à luz mais seis ilhas e muitas divindades. Mas Izanami acabou morrendo ao dar à luz Kagu-Tsuchi, o espírito do fogo. Izanagi ficou tão furioso com a morte de sua esposa que acabou matando o recém-nascido usando a espada Worochi, única capaz de extinguir o fogo. Mais tarde, foi com esta espada que o Deus Susanoo aniquilou o monstro Yamata no Orochi, e encontrou outra espada poderosa: Kusanagi.

3. Harpe (Grega)

Harpe é o nome de um tipo de espada mencionada por antigas fontes gregas e latinas, quase sempre dentro de contextos mitológicos. Ela é mais conhecida por ter sido a espada utilizada por Perseu para decapitar Medusa, que é a mesma usada por Cronos para castrar seu pai, Urano

Diversas obras de arte gregas e romanas representam a Harpe como sendo muito parecida à antiga espada egípcia chamada khopesh, que é muito semelhante à uma foice. De fato, ela se parece com um instrumento que combina as características de foice e espada.

Para cumprir uma promessa feita a Polidecto, Perseu vai atrás da cabeça de Medusa, cujo olhar transformava as pessoas em pedra. A Deusa Atena deu instruções à Perseu para que encontrasse as Hespérides, as quais possuíam armas poderosas para que ele derrotasse tão terrível criatura.

Delas, Perseu recebeu uma mochila, que conteria com segurança a cabeça da monstruosa criatura. Hades ofereceu ao jovem o capacete da escuridão, com o qual ele poderia se esconder dos seus inimigos. Hermes emprestou suas sandálias aladas para que ele pudesse voar, e Atena ofereceu um escudo muito polido.

Porém, foi Zeus quem lhe ofereceu a Harpe, uma espada adamantina, um material mitológico e fictício extraído da natureza ou forjado do amálgama de metais duros, gemas ou diamantes, e que tem a qualidade de ser indestrutível depois de solidificado. Com estas armas poderosas, Perseu decapitou Medusa e, de seu pescoço, surgiram Pégaso, o cavalo alado, e Chrysaor, o arco de ouro.

2. Shi Shen Li (Chinesa)

Shi Shen Li é o nome de uma espada lendária chinesa, também conhecida como Glória dos Dez Poderes. De acordo com os pouquíssimos registros existentes a este respeito, esta poderosa espada foi forjada no Tibete, por um casal de magos pertencentes à tradição Bön.

É dito que, enquanto forjavam a Glória dos Dez Poderes, o casal de magos se unia sexualmente, e o amor entre os dois gerava uma energia mágica tão poderosa, que um grande espírito se formava e penetrava na arma, conferindo a ela o poder de proteger aquele que a usasse com sua magia.

As lendas afirmam que a espada acabou sendo capturada pelos inimigos do casal e queimada, para então ser convertida em um talismã.

Existem lendas sobre outras duas espadas chinesas feitas por casais ferreiros. Uma delas conta a história de Gan Jian e Mo Ye, um casal que passou três anos forjando duas espadas mágicas idênticas, destinadas ao Rei Helu de Wu, e que foram batizadas com seus próprios nomes.

Conta-se que a fornalha que eles usavam não era suficiente para derreter o metal, ao que Mo Ye constatou não haver suficiente Qi no seu interior. Os dois então decidiram cortar as unhas e os cabelos e atirá-los na fornalha, enquanto trezentas crianças sopravam nos foles. Outra versão da mesma história afirma que Mo Ye atirou-se na fornalha para fornecer o Qi necessário.

1. Flamígera (Hebraica)

A Espada Flamígera é uma espada que possui poderes sobrenaturais e irradia fogo. Presentes em várias lendas e mitologias, a Espada Flamígera é mais conhecida através da Bíblia, onde é descrito como um Querubim é posicionado por Deus nos portões do paraíso depois que Adão e Eva são banidos de lá.

A história é bem conhecida. Deus confere acesso irrestrito ao Paraíso para Adão e Eva, mas alerta especificamente para que não comam do fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal. Então, a serpente pergunta à Eva por que ela evita comer desta árvore.

Eva responde que não pode comer do fruto, e que mesmo se ela o tocar, morrerá. A serpente responde que ela não morrerá, mas que tanto ela como seu marido se tornarão como Deuses, conhecendo o Bem e o Mal. Eva come e Adão faz o mesmo.

Os dois se tornam conhecedores do Bem e do Mal, e se dão conta de sua nudez. Deus os expulsa do Éden, para evitar que eles comam também da Árvore da Vida. Em seguida, Deus posiciona um Querubim portando uma Espada Flamígera, cujas chamas se dirigem a todas as direções, para prevenir a entrada dos dois no Jardim.

12 Respostas

  1. nousvate

    Magnífica explicação Giordano.

    Inda mais que foi falada da espada dos gnósticos “A Espada Flamígera”

    O trabalho interno e totalmente representado por simbologia e determinado objeto tem grande poder perante a arte regia da natureza. A linguagem dos mundos superiores e simbólica e representativa e intuitiva que em si e a linguagem do coração do guerreiro as virtudes da alma e que nos leva as portas desses mistérios.

    Paz.

  2. MARCOS PAULO BITENCOURT LIMA

    GOSTARIA DE SUA AJUDA PARA O MEU PROJETO CHAMADO O PRIMEIRO ANJO.E A ESPADA DA LUZ…ATENCIOSAMENTE MARCOS PAULO BITENCOURT LIMA (MICHAEL SAINT PAUL )

  3. filho da sabedoria

    e as espadas calicur do rei arthur e a EA do heroi mesopotamico gilgamesh…onde estao…??

  4. PORQUE AESPADA DE GRATOS NAO ESTA AI ENEN A ESPADA DE OLINPOS SEI QUE ELAS SANDE JOGOS MAIS SAO MUITOS PODEROSAS ESI ESISTISE SERIA MUITO INPORTANTE ´PARA O MUNDO

  5. junior

    gostei muito da tyrfing ela e muito ruim no jogo Castlevania…espada amaldiçoada num serve pra nada…porém lembrou do guerreiro Arngrim que é do jogo Valkyrie profile gostei muito…

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