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2 nov 2007

O Novo Guardião

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Certo dia, num mosteiro Zen, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O mestre (monge superior) convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.

O mestre, com muita tranquilidade, falou: “Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar.”

Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse apenas: “Aqui está o problema!”

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? Nesse instante, um dos discípulos sacou uma espada, olhou o mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e… ZAPT! Destruiu tudo, com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o mestre disse: “Você é o novo guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.”

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