Bem-vindo a Sociedade Gnóstica Internacional

23 set 2011

As Egrégoras, sua Formação e seus Poderes

Assim que começamos a fazer parte de um grupo qualquer, seja uma organização religiosa, uma sociedade secreta, um partido político, uma escola ou mesmo um grupo informal de pessoas, não ingressamos apenas fisicamente em algo novo, mas também entramos em contato com uma nova estrutura energética, destinada a favorecer os esforços coletivos de pessoas que realizam um trabalho em comum.

Os ocultistas chamam esta estrutura energética de Egrégora, a qual não deixa de ser um dos principais conceitos e instrumentos práticos das Ciências Herméticas em geral. Ela pode ser definida como uma entidade psíquica autônoma criada, influenciada e mantida pelos pensamentos de determinado grupo de pessoas que compartilham de uma mesma finalidade.

Uma Egrégora pode ter diversas funções específicas, mas serão sempre determinadas pelos propósitos do grupo. As instituições religiosas, por exemplo, utilizam suas Egrégoras para provocar fenômenos considerados milagrosos, e assim reforçar a fé de seus adeptos.

Estudantes e praticantes da Magia e das Ciências Ocultas não ignoram que muitos dos fenômenos milagrosos creditados às almas de santos, deuses e salvadores, são na verdade provocados pela Egrégora destes personagens, forjada pelo poder da mente de seus adeptos.

Um dos chamados efeitos colaterais de uma Egrégora é que ela ajuda a manter a coesão dos membros de uma coletividade, favorecendo a continuidade do grupo e potencializando inclusive os resultados das ações dos indivíduos pertencentes a este mesmo grupo.

Isso significa que se a Egrégora do grupo do qual você faz parte for bastante forte, é bastante provável que seu envolvimento com este grupo não seja algo superficial, e que a intensidade deste envolvimento venha a favorecer diversas áreas de sua vida, mesmo as que não estão diretamente relacionadas com os propósitos coletivos.

A palavra Egrégora vem do grego egrégoroi, e pode ser traduzida como “vigias”, “observadores” ou “guardiões”. No Ocultismo, o primeiro autor a utilizar este conceito foi Eliphas Levi, mas identificando as Egrégoras com os Nefilim, seres primevos, pais dos anjos caídos que deveriam vigiar os homens, mas acabaram copulando com suas filhas e engendrando uma raça que seria destruída pelo Dilúvio.

Desde este ponto de vista, uma Egrégora serviria para vigiar um grupo de pessoas, o que significa a mesma coisa que proteger os indivíduos participantes deste grupo. Esta proteção estaria ligada ao propósito coletivo e não necessariamente a uma proteção contra ameaças físicas ou energéticas. Exceto se – como já deve ter ficado claro – o propósito compartilhado pelos seus membros esteja relacionado de alguma maneira à defesa física ou psíquica.

Foi no seio dos estudos rosa-cruzes da Ordem Hermética da Aurora Dourada que o conceito de Egrégora ganhou um significado mais próximo daquele utilizado atualmente na Magia. A maioria das obras que tratam deste conceito no âmbito da Magia são influenciadas por esta corrente de práticas ocultistas.

Algumas Egrégoras também são conhecidas como Formas Pensamento, pois são manifestações de energia mental. Autores teosofistas, como Annie Besant e Charles Webster Leadbeater estudaram esta manifestação energética.

Contudo, ao contrário do conceito clássico de Egrégora, uma Forma Pensamento pode ser produzida por um único indivíduo, de modo a alcançar a materialização de seus intentos.

A relação de uma Egrégora com o grupo de pessoas que a mantêm é recíproca. Quanto maior o número de pessoas que participam do grupo, e quanto maior for a carga emocional que depositam sobre os ideais compartilhados, mais poderosa será a ação da Egrégora. Da mesma maneira, quanto mais forte for esta energia, maiores poderão ser os benefícios colhidos pelos membros do grupo.

É importante considerar que, nem sempre, a ação de uma Egrégora poderosa pode ser considerada benéfica. Em primeiro lugar, se os ideais do grupo são negativos ou prejudiciais, de maneira alguma poderíamos considerar que, ao menos no longo prazo, os indivíduos receberiam apenas benefícios.

Em segundo lugar, mas não menos importante, podemos afirmar que quanto mais forte for a Egrégora, mais poderosos serão os laços do indivíduo com o grupo, o que pode acabar se constituindo em uma espécie de aprisionamento. Nestes casos, a saída e o desvinculamento de um grupo influenciado por uma Egrégora robusta costuma ser penoso e até doloroso.

Por isso, é importante aprender a reconhecer quais são os laços que nos prendem a um grupo. A Egrégora deve ser um instrumento que nos auxilia a alcançar nossos objetivos, e não uma corrente que nos mantém aprisionados. Ser livre não significa escapar da influência da Egrégora, mas sim escolher à vontade quando e como esta influência deverá ocorrer.

11 Respostas

  1. Anne

    Pode me passar esse assuunto mais detalhadamente?
    Acho muito importante e é algo que estou passando no momento.

  2. vania vieira

    Poderia explicar melhor como o desvinculamento de uma sociedade hermética pode ser penoso e doloroso, como é dito no texto? Por que seria assim, por exemplo, num grupo que trabalha com magia branca apenas para curas? Sou gnóstica, seguidora do VMSamael desde 1996. Agora, vinculei-me, há uma ano, a uma irmandade espiritualista oriental, que aceita que sou gnóstica e que outros membros sejam seguidores de outras filosofias. Estamos juntos para trabalhos de cura. Não quero me desvincular, pois gosto muito dos trabalhos e da egrégora, mas tenho essa curiosidade.

  3. Olá Vania,

    Que boa pergunta!

    Em primeiro lugar temos que lembrar que nem sempre há sofrimento na separação de uma Egrégora. Há casos em que apenas uma pequena resistência é sentida, que não chega a causar dores maiores. Acaba sendo como um pequeno “processo iniciático”, em que faz parte algum pesar, mas tudo depende da preparação do “neófito”.

    Em segundo lugar, as Egrégoras são entidades energéticas, e por este motivo, não são boas nem más. Podemos dizer em termos bem comuns que assim como um iniciado sofre ao deixar sua sociedade hermética, um bandido também sofre ao se desligar de sua quadrilha. Trata-se de um sofrimento natural, como aquele do filho que sai de casa para constituir sua própria família.

    Aproveitando que você comentou seu caso, está sentindo que a Egrégora da instituição que participa hoje é diferente daquela que participou no passado? Se puder comentar sua experiência, isso seria bastante útil aos demais leitores :)

    Abraços!

  4. vania vieira

    Bem, essa instituição da qual falei tem uma Egrégora diferente porque os trabalhos são diferentes. O trabalho lá é muito útil pq é o que as pessoas estão precisando, mesmo, no duro! As pessoas vivem ‘poluídas’ pelas forças nocivas que as atacam de tudo quanto é lado.

    Como ‘neófita’ gnóstica, faço minhas meditações e trabalhos gnósticos sozinha, no meu altar gnóstico. Segurei muitas de minhas ‘barras’ com os rituais ensinados pelo VMSamael – indo aos Templos Coração do Sol, de Mercúrio, de Venus, de Marte, de Saturno e outros, como o Templo de Alden e não tenho palavras para falar das maravilhas que envolvem esses trabalhos. Mas, meus trabalhos gnósticos são feitos por mim, sozinha. É claro que eu formei a minha Egrégora. Nos trabalhos gnósticos a gente vai a lugares maravilhosos, para estar na energia de seres maravilhosos.

    Nesse Templo Espiritualista o trabalho é de vários ‘sensitivos’, vindos de ‘backgrounds’ diferentes, mas focados na cura dos ‘pacientes’ – que estão muito ‘poluídos’, pela doença e até por magia negra e cinza. Na realidade, há vários trabalhos diferentes, inclusive aquele de renovação de células com os elementais, que nós gnósticos bem conhecemos. Trabalhamos lá com curas físicas, mentais e espirituais. É bem forte. Também há vários outros onde vários sensitivos entram no círculo com o paciente no centro dele. Forças de cura são invocadas. É muito forte, mesmo.

    É um Templo da Ordem de um maravilhoso Mestre tibetano. Uma Ordem com seres de tanta generosidade e paciência que a gente constantemente chora de tão lindo. Somos uns 30 Chelas, portanto a Egrégora se fortalece, ao mesmo tempo que Chelas e pacientes são bastante fortalecidos.

    Como já disse, lá não escondo que sou gnóstica. Mas, na minha pequenez, no início, eu tinha um preconceito contra só trabalhar com pessoas ‘carregadas’. Eu achava que era muito diferente ‘sair dos Templos planetários’ para ficar só lutando no astral. Depois vi que esse preconceito era um ego meu, tão carregado quanto! Trabalho é trabalho. De que adianta ter algum conhecimento, mas só usá-lo para si! Graças a Deus, me livrei desse ego!!! Porém, ainda tenho outros tantos egos!

    A gente lá ajuda a ancorar essa Egrégora para os trabalhos poderem ser realizados. Lá aprendi que os Mestres às vezes precisam de nós para trabalharem aqui. Não importa o nível de conhecimento. Às vezes eles precisam apenas de ‘um fio condutor’, do ectoplasma humano. Eles precisam de ‘soldados’ para lutarem naquele fronte específico. Aí, não interessa o seu conhecimento.

    Aliás, uma vez, em um trabalho gnóstico, em uma viagem astral, fui ao Conselho Cármico, no dia 31 de dezembro. Não consegui entrar totalmente, mas fiquei numa sala cheia de gente – feito um hall de entrada. Entendi que havia muita gente como eu lá, querendo conhecer o local. O Conselho se reunia no andar de cima. Numa determinada hora, uns homens de branco saíram da sala do Conselho e vieram descendo as escadas, de mármore rosado. Eu fui para perto deles e perguntei se eu poderia subir. Eles me disseram que não, pois, naquele momento, uma pessoa estava sendo julgada. Me disseram que o julgamento estava difícil porque a pessoa que tinha morrido ainda precisava ‘de uma língua’. Até hoje não entendi isso. Mas, não sei por que, eu disse na hora: “Se é só isso o que ela precisa, então doarei a minha.” Um deles me disse: “Tem certeza que você quer fazer isso?”. Disse que sim e ele me conduziu, imediatamente para o cemitério, onde o enterro de uma mulher estava sendo realizado. Pairamos acima do caixão. Ninguém estava nos vendo. E ele disse: “Doe agora.” Eu abri a boca e de minha boca saiu ectoplasma – verdinho limão – que entornou em cima do caixão dela. Aí, ele me tirou de lá mas não vi mais nada. Ou seja, eles precisam do nosso ectoplasma, mesmo. Nesse caso, é uma questão de doação e não de nível de conhecimento.

    O que você me diz disso?

  5. O que e ser um gnóstico autentico?

    O mestre samael dizia que nos lumisiais gnósticos reina suas forças marcianas como que uma energia capaz de impulsionar aqueles que precisam de animo no trabalho.

    Particularmente tenho como convicção que tudo depende de nossa capacitação interna nossa porcentagem de energia interna nossas iniciações vividas e o amadurecida na vara de bambu o quanto somos como mago dentre estes mistérios de manipulação de forças.

    Se realmente formos um iniciado em mistérios maiores não importa onde estivermos se vamos vivenciar ali nossa gnose particular.

    Agora vele dizer que se quiser separar o joio do trigo, a semente da casca os meninos dos adultos temos que saber primeiros saber com quem vamos trilhar com quem vamos dividir nosso pão e nosso vinho dentro de um caminho.

    Parece sem importância mas na verdade mas para um iniciado as pessoas que ele anda e convive e troca sua energia todos os dias e muito importante.
    Um iniciado que tem potencializa seu corpo e seu verbo em suas mente e cristaliza seus corpos do ser cristalizado em si uma potencialidade constante se ele não tem consciência de suas ações e relação intima causa muito distúrbios em tudo que faz.

    Par uma pessoa comum tudo muito fácil porque ela não e capaz de mover nada ela fala se esforça e nada acontece mas para um mago basta uma simples intenção que muitas cosia acontece no mundo energéticos e ai quem esta próximo recebe uma rajada de energia que nem sabe de onde vem se as pessoas estiver inconsciente haverá muita distorção de força causando ate um certo desconforto no ambiente

    Eu digo que para um mago ele acaba dizendo muitas coisas sem ter que falar nada sua simples presença já causa alguma coisa diferente.

    Não precisa esta ali ou aqui ou La ou acula se tiver energia e potencialidade qualquer lugar e viável desde que haja consciência e muita sabedoria porque ai e uma faca de dois gumes quando se meche com forças e energias.

    De resto seguimos nosso ser nos mãe eterna ninguém melhor para nos guia em nosso caminho.

  6. Oi Vania,
    Obrigado pelo seu relato.
    Fico contente que existam grupos trabalhando com respeito à diversidade de crenças e práticas, pois isto está – como você sabe – inteiramente de acordo com os fundamentos da Gnosis.
    Achei muito interessante a experiência que você narrou. Mostra como os Mestres espirituais precisam de seus discípulos para trabalharem pelo bem da humanidade.
    Abraços!

  7. MARISA

    Sou principiante em Gnose, mas é a filosofia que encontrei verdade . A cada passo descubro coisas novas e importantes, como as Egrégoras. Muito esclarecedor o relato da amiga Vania Vieira. Gostaria de me comunicar com ela . meu e-mail:marisinhamartin@hotmail.com.

  8. Flávio

    Giordano, seu artigo muito esclarecedor e interessante, seu enfoque abrangente, gostaria de um contato para outras colocações.

  9. Olá Flávio,

    Obrigado pelo seu cumprimento. Fique a vontade para fazer considerações aqui mesmo pelas Mensagens do artigo, ou se preferir, escreva-nos para sgi@sgi.org.br. Responderei a todas as mensagens.

    Abraços Fraternos!

  10. dani.karlaa

    Olá, Giordano.

    Sou totalmente crua nesses assuntos e gostaria muito de aprender gnosis me cadastrei para fazer o curso nesse site, mas não consegui abrir nada.
    Tem algum lugar, ou site que eu poderia recorrer para aprender os principios da gnosis?
    Poderia me indicar?

    Obrigada!

Deixe um Comentário