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Prefácio | A Saga de Cronos

19 set 2016

Prefácio | A Saga de Cronos

Qualquer semelhança com os
personagens da vida real, pode
ser ou não mera coincidência!

“O tempo não existe; só existe um instante eterno.
O sol sai e se oculta; e entre o sair e o ocultar-se,
colocamos nossas horas que são uma fantasia 
e nada
mais. Porque entre o amanhecer e o entardecer não
há horas. Todos esses 
processos se realizam de
instante em instante, de momento em momento.”

Samael Aun Weor

Iniciei a redação deste livro no século XX e a finalizei no século XXI…

Parece um jogo de palavras ou um exagero, mas é uma realidade surgida dentre os enigmas que dão origem ao Tempo.

Desde o século passado sempre me chamou a atenção o fenômeno chamado tempo (porque para alguns é mágico); as circunstâncias da vida me permitiram ter o espaço e o tempo para investigá-lo e experimentá-lo.

Quando subi às maiores alturas, como as do Vulcão Tunupa (5.048m), tive uma sensação atemporal, como se o tempo não existisse ou permanecesse parado; quando desci às entranhas da Terra, nas Cavernas do Rio Camuy, a percepção foi de morosidade.

Por outro lado, em minhas pesquisas antropológicas aprendi que um grande desafio que se apresenta aos seres humanos é o saber esperar, mas sem cair na enfermidade do amanhã ou procrastinação. Temos um bom exemplo histórico através da estratégia militar aplicada pelo general russo Kurtusov para derrotar Napoleão: a ordem dada ao alto comando foi ter “paciência e tempo”.

E em meio dessa luta entre paciência e tempo se debatem as pessoas de todos níveis: o enfermo que luta pela vida na UTI; o atleta que corre para superar a marca; o homem de negócios que se preocupa com os vertiginosos câmbios na Bolsa de Valores; a mulher grávida que espera nove meses para o nascimento de seu filho amado; o ancião que observa o passar dos anos em sua cadeira de rodas; e o condenado que espera o cumprimento de sua pena de morte.

Não quero nada mais escrever nesse prefácio, porque todos os conhecimentos e reflexões a ser transmitidos estão nos próximos capítulos. Somente quero estimular a leitura desta obra com três reflexões:

1. Após quarenta anos de pesquisas, cheguei à conclusão que, além do paradigma que dita que o tempo é dinheiro, está, acima de todo outro: o tempo é vida. Sinto que meu caminho estava errado quando quis administrar o tempo. Descobri que o rumo verdadeiro está em aprender a administrar a vida.

2. Todo conceito de tempo é relativo. Corresponde a cada pessoa descobrir sua própria verdade. Lembro-me nesse momento de Immanuel Kant, o autor de Crítica da Razão Pura, obra onde encontrei estas palavras: “O tempo é a grande mentira dos homens”.

3. Nesse exato momento (ano 2016), no escritório da revista Bulletin of the Atomic Scientists, na Universidade de Chicago, um relógio marca sete minutos para o fim do mundo. Desde 1947, o Doomsday Clock ― Relógio do Fim do Mundo ― representa simbolicamente o consenso dos especialistas sobre o risco de explosão de uma guerra nuclear.

Com a esperança de um futuro melhor,
Fernando Salazar Bañol

Continua…

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