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Paradigmas do Tempo | A Saga de Cronos

27 mar 2017

Paradigmas do Tempo | A Saga de Cronos

Agora, Cronos escolheu para dialogar o diretor-presidente de uma empresa aéreas mais importantes do Brasil. Pela vontade deste homem ilustre, Cronos não mencionou seu nome.

Da cabine de um jet executivo, Cronos expressa:

— De forma tão rápida como voam seus aviões, diga o que o senhor considera como os três paradigmas mais importantes que há sobre o tempo?

— O primeiro seria o do idiota que perde seu tempo.

— O segundo?

— O do inteligente que aproveita seu tempo.

— E o terceiro?

— O do sábio que captura o tempo.

— Cite dois paradigmas chaves em sua gestão empresarial. Indagou Cronos.

— Meu paradigma é o importante acima do urgente. O de administrar minha vida e não o tempo.

— Tenho conhecimento de suas contínuas viagens aos Estados Unidos, diga-me: como vê os norte-americanos no que respeita ao tempo? Perguntou Cronos.

— Saturados de bens de consumo, os norte-americanos cada vez mais desejam “bens de sensações”: carros, reformas, aulas de golf — e o mega luxo: tempo livre!

— Qual é a frase que mais o aborrece? Falou Cronos.

— Não tenho tempo!

— Qual é sua principal fonte de inspiração quando elabora seus planos estratégicos? Discorreu Cronos.

— Ouvir a canção Um tempo que passou composta por Sérgio Godinho e Chico Buarque, em 1983. A parte que mais gosto diz assim: Vou correr uma vez mais / Correr atrás / De todo o meu tempo perdido / Quem sabe, está guardado / Num relógio escondido por quem / Nem avalia o tempo que tem.

— Qual é seu maior tesouro? Raciocinou Cronos.

— Meus funcionários, com seus oitenta e seis mil e quatrocentos segundos que cada dia recebem como crédito em sua conta bancária temporal, mas não têm consciência disso.

— Qual é maior desafio que enfrentam os brasileiros com relação ao tempo? Expressou Cronos.

— É triste dizer que, em alguns anos, o Brasil chegou a ficar parado durante cento e vinte e quatro dias — número total de feriados, sábados e domingos —, quando as empresas tiveram de suspender suas atividades. Isso equivale a um pouco mais de um terço de um ano. Em relação a esse fato, pergunto-me: Que produtividade se poderá atingir na economia, trabalhando tão pouco?

— Qual seria a solução para este problema? Indagou Cronos.

— Seria útil que, em vez de esses estéreis vinte e três feriados oficiais, que voltássemos a ter aqueles onze dias de feriados da época do governo Castelo Branco, pois as pessoas ocupadas são mais felizes porque não sofrem as turbulências da ociosidade e do tedio.

— Posso concluir que o senhor é um homem de visão. Diga-me: quais são os futuros paradigmas que o senhor pode ver desde “as alturas”? Interpelou Cronos

— Que as organizações viverão uma era de fragilidade temporal. E, que com a Internet, tudo será mais rápido, mais produtivo e, ao mesmo tempo, mais descartável. Portanto, devemos valorizar  melhor nossa vida para ajustar o cinto de segurança e preparar-nos para a decolagem.

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