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O Ideal Está na Rosa

26 jun 2017

O Ideal Está na Rosa

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Se, como vimos, o Poder está na Cruz, na Rosa está o sentido da harmonia dos contrários, ou seja, a essência espiritual.

A Rosa, para os Rosa-cruzes, é a proporção coordenada e a harmonia mística dos opostos, que leva ao sentimento da quieta unidade da vida.

A rosa tem sido considerada como um símbolo da alma, porque ela, em si mesma, em seu estado natural, é uma flor simples, sem aroma, sem maior beleza; é uma das tantas flores que a natureza produz espontaneamente, mas que foi levada à perfeição excepcional que a caracteriza atualmente graças ao trabalho cuidadoso do jardineiro; ele usa a divina arte de aperfeiçoar o trabalho do Logos, com todo o entusiasmo e sentido místico que a arte exige.

Daí a Rosa acaba por ser a rainha das flores.

Por esta razão, a Rosa é para os Rosa-cruzes, o símbolo da alma humana; no seu estado comum, a alma é algo simples, sem beleza, sem essências, sem aroma; mas quando o homem cuidadosamente a nutre e alimenta ações nobres, pensamentos retos e elevados como sentimentos divinos, ela vai se expandindo gradualmente, tornando-se algo extraordinário, algo divino, onde a Bondade, a Beleza, o Amor e a Inteligência eclodem do sentido espiritual que nela antes estava dormente, e graças ao cuidado do homem que segue pelo caminho espiritual, converteu-a no esplendor divino de consciência e espiritualidade realizada.

Os gnósticos Rosa-cruzes sabem muito mais sobre a essência, o conteúdo e a beleza da rosa, que o que dela pode entender a mais alta inteligência humana, e que não tenha sido cultivada intimamente no sentido espiritual da vida.

Rosa Formal, Rosa Estética e Rosa de Consciência, são os três aspectos em que se caracteriza a verdadeira espiritualidade do homem, quando da inconsciência marcha à consciência, e do egoísmo se translada ao altruísmo, que é o que caracteriza em processo ascendente o caminho de evolução humana.

A Rosa Formal, cheio de força e possibilidades inquietas, é convertida pelo poder da estética em Rosa Mística, e a Rosa Mística, por elevação do sentido, torna-se divina Rosa de consciência. Três rosas, com cores vermelho, amarelo e azul, incorporam a natureza do homem, que sabe superar a si mesmo, enobrecendo a sua existência.

Assim como o jardineiro cuida do desenvolvimento de Rosa terrestre, o espiritualista Rosa-cruz cultiva e Rosa espiritual de sua alma, fazendo-a transitar do humano ao divino.

Também a rosa está cheia de espinhos, de tal forma que a Rosa é símbolo perfeito das lutas humanas, pois o AMOR e a DOR são os dois aspectos que a natureza utiliza para despertar a consciência espiritual do homem.

Quando o ser pensante não sabe extrair a essência do amor, a dor surge para dar a experiência viva do que deve ser a harmonia em todos os atos, pensamentos e sentimentos da vida humana.

Os espinhos da rosa encarnam o sentimento de DOR, e a Rosa, o aroma espiritual do AMOR.

AMOR e DOR são os dois pólos da existência ativa, que tornam possível o despertar espiritual da entidade humana.

Somente as experiências alcançadas por força de dor, ou pela essência divina do amor, são gravados de forma indelével no campo da consciência atualizada. Outros atos triviais da vida, que não chegam à dor ou ao amor, não se convertem em verdadeira consciência, que é a própria essência do processo de evolução.

Assim, os Rosa-cruzes, com incrível sabedoria, conseguiram encarnar no simbolismo da rosa o sentido tremendo da evolução consciente, que surge, que emerge do amor ou da dor, instrumentos maravilhosos que o Logos utiliza para que o homem se enobreça e se espiritualize.

O homem que é incapaz de viver e sentir o aspecto essencial do espírito de amor, recebe da natureza a força violenta da dor, para que se levante, erga-se majestosamente sobre a sua natureza, e apoiando-se sobre ela atinja o sentido do Eterno, do Infinito, do Imortal que é a VIDA, o SER, a REALIDADE, o EU DIVINO de transcendentais acontecimentos.

Conhecendo a fundo o simbolismo Rosa-cruz, que é realidade na natureza do poder da Cruz e senso de espiritualidade da Rosa, com os espinhos que traçam o caminho da dor para aquele que não quer seguir o caminho da Fraternidade e do AMOR; esta é a forma como os seres humanos vão saber que a Escola dos Rosa-cruzes é naturalmente humana e essencialmente divina.

Se você quer enobrecer a sua consciência e tornar a vida algo que vale a pena viver, estude a tradicional sabedoria dos Rosa-cruzes.

Israel Rojas Romero
Revista “Rosacruz de Oro”
Año XXV – Nº 88 – 03/1972

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