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Os Mestres Ascensionados e os Sete Raios

27 jun 2012

Os Mestres Ascensionados e os Sete Raios

Entre os diversos novos movimentos religiosos que surgem como alternativa de prática espiritual à rigidez dos dogmas e ensinamentos das grandes religiões e ao crescimento da mentalidade descrente e materialista, os chamados Ensinamentos dos Mestres Ascensionados são um dos que se tornam cada vez mais populares entre as classes sócio-econômicas medianas e mais elevadas.

Mestres Ascensionados são seres espiritualmente iluminados que em passadas encarnações teriam sido indivíduos ordinários, mas que atravessaram uma série de transformações espirituais conhecidas como Iniciações. A ideia dos Mestres Ascensionados é análoga e derivada dos conceitos teosóficos de Mahatmas ou Mestres da Sabedoria Antiga.

 

Talvez seja difícil considerar a existência de um corpo de doutrina definido nas correntes e movimentos que fundamentam suas práticas em tais Ensinamentos, mas isso não diminui sua importância no panorama espiritual contemporâneo.

Normalmente, suas práticas consistem em orações e visualizações mentais conduzidas por um indivíduo mais experimentado, já que diante da pluralidade de organizações e pequenos grupos não pode ser considerada a existência de uniformidade doutrinária ou rigidez hierárquica.

Ocasionalmente são realizadas reuniões de estudo sobre instruções, orientações e ensinamentos adicionais conseguidos, em geral, mediante o processo conhecido como canalização, quando um espírito elevado ou mesmo um Mestre Ascensionado comunica ensinamentos e até interage fisicamente com os estudantes através de um médium, chamado canalizador.

O termo Mestre Ascensionado foi usado pela primeira vez no livro Unveiled Mysteries (1934), escrito por Guy Ballard (1878-1939), um dos precursores dos Ensinamentos dos Mestres Ascensionados nos tempos modernos, e fundador do conhecido Movimento Eu Sou, uma das diversas ramificações e adaptações dos ensinamentos da Teosofia de Madame Blavatsky.

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Mais tarde, a ideia de tais Mestres foi popularizada por autores como o norte-americano Baird Spalding durante a década de 1930, e por organizações como The Bridge to Freedom de Geraldine Innocente, fundada em 1951, a Summit Lighthouse de Mark Prophet, fundada em 1958, e muitas outras organizações como a White Eagle Lodge de Grace e Ivan Cooke, fundada em 1936.

Contudo, sua origem pode ser encontrada nas últimas décadas do século XIX, quando Helena Blavatsky, a fundadora da Sociedade Teosófica, popularizou a noção de uma antiga tradição do conhecimento iniciático secreto ao afirmar que suas ideias estavam baseadas nos ensinamentos transmitidos à ela por um grupo de adeptos iluminados, os chamados Mahatmas.

Blavatsky afirmava que os Mahatmas não eram seres etéreos, mas pessoas que viviam fisicamente nos Himalaias, em um lugar misterioso geralmente identificado com algum lugar obscuro do Tibete. Ela os descreve como seres humanos comuns, nascidos e condenados à morte como qualquer pessoa, mas que são chamados de Mestres porque são seus professores.

Após a morte de Blavatsky em 1891, o conceitos dos Mahatmas foi expandido pelos seus sucessores Annie Besant e Charles Leadbeater, que passaram a descrevê-los com muita riqueza de detalhes, adicionando as figuras de Jesus, Serapis Bey, Saint Germain, Djwal Khul e Maitreya ao grupo que antes eram formado pelos mestres Sanat Kumara, Morya, Koot Humi e Hilarion.

No livro Os Mestres e o Caminho, escrito por Leadbeater, os Mestres são apresentados como seres humanos cheios de sabedoria e compaixão, que decidiram permanecer encarnados em seus corpos densos para manter contato com a humanidade e ajudar em sua evolução. Mais tarde, outras organizações empregaram esta parte do ensinamento teosófico e o desenvolveram na ideia dos Mestres Ascensionados.

O conjunto dos Mestres Ascensionados foi sendo pouco a pouco ampliado, e hoje é possível encontrar reverência a figuras como Confúcio, Maria, Paulo de Tarso, Melquisedeque, Arcanjo Miguel, Metatron, o Papa João Paulo II, a deusa Kwan Yin, bem como um grande número de nomes históricos menos conhecidos ou, como no caso de Shtareer, Mira, Portia, Adama, Lanto e Amazon, absolutamente desconhecidos até a sua incorporação nestes novos sistemas.

Apesar de apresentarem ensinamentos muito parecidos, a estrutura mística e espiritual proposta por cada um destes novos sistemas baseados nos Ensinamentos dos Mestres Ascensionados possui pequenas variações. Em linhas gerais, para entender o paradigma destes ensinamentos, é preciso entender inicialmente que todo indivíduo buscador de uma elevação espiritual acaba se tornando, mediante o emprego de certas ferramentas um tanto indefinidas, um Mestre Espiritual.

É importante notar que existe uma enorme semelhança entre os fundamentos dos Ensinamentos dos Mestres Ascensionados e o paradigma gnóstico que compreende a descida de um elemento divino no reino material, sua encarnação e seu retorno ao reino divino através um processo de despertar que conduz à salvação.

Na estrutura destes Ensinamentos, que pode ser chamada de teosófica, o Deus Supremo se individualiza em infinitas Presenças Eu Sou, as quais encarnam em corpos grosseiros habitantes de dimensões inferiores através do universo. Através da aquisição de sabedoria, é possível alcançar a imortalidade, a liberação dos ciclos de nascimentos e a fusão permanente com a Presença Eu Sou, o que corresponde à Ascensão.

De acordo com os Ensinamentos dos Mestres Ascensionados, um Mestre Espiritual é um indivíduo que recebeu a Quinta Iniciação, sendo por isso capaz de habitar a Quinta Dimensão. Já um Mestre Ascensionado é um Mestre Espiritual que avançou para receber a Sexta Iniciação e assim readquiriu a união completa com sua Presença Eu Sou.

Os Mestres Ascensionados podem assumir funções especiais na hierarquia que supervisiona a evolução da humanidade. Esta evolução é impulsionada e mantida por emanações de energia espiritual concentrada vindas do Deus Supremo, as quais são conhecidas como Raios. Os Raios são num total de 7, mas há quem considere a existência de 5 Raios secretos, somando portanto 12 Raios.

Cada um dos Raios é a expressão de uma das qualidades do Deus Supremo, à semelhança dos Aeons gnósticos, e as consequências provocadas pela ação da sua energia sobre a humanidade é supervisionada por um Mestre Ascensionado. Nesta função de coordenação espiritual evolutiva, o Mestre assume a função de Senhor do Raio, também chamado Chohan.

Um Chohan assume um Raio específico em função de sua afinidade espiritual natural com este Raio. Assim, os Chohans dos Sete Raios constituem um grupo especial de Mestres Ascensionados. De acordo com os ensinamentos de Samael Aun Weor a este respeito, os Sete Chohans vivem no Templo Coração do Sol, aonde trabalham dirigindo os sete grandes Raios cósmicos.

Existe uma grande diversidade de autores e organizações que apresentam cada uma a sua versão das correspondências existentes entre os Sete Raios e seus respectivos Mestres e atributos divinos. Na estrutura dos Ensinamentos dos Mestres Ascensionados, pode ser importante para o desenvolvimento espiritual fazer contato com algum destes Mestres, o qual é escolhido de acordo com certas inclinações espirituais individuais.

Mais adiante, sendo Chohans ou não, os Mestres Ascensionados que alcançam a Sétima Iniciação são chamados de Bodhisattvas, e ocupam postos administrativos na Grande Fraternidade Branca do planeta Terra. Estes postos são divididos em três departamentos: os Manus ou Progenitores das Raças Raízes, os Cristos Planetários e os Mahachohans. Diversos trechos da literatura de Samael Aun Weor permitem compreender que cada um destes cargos equivale, esotericamente falando, à uma pessoa da Santíssima Trindade.

Já os que atingiram a Oitava Iniciação são chamados de Budas, e os que receberam a Nona Iniciação são os Senhores do Mundo, pois esta é a mais alta Iniciação possível de ser recebida num planeta tridimensional como a Terra. Sanat Kumara ocupa o cargo do Senhor do Mundo, e Samael Aun Weor o identifica como o fundador do Colégio de Iniciados da Grande Fraternidade Branca.

Este sistema de Nove Iniciações derivado das tradição esotérica de base teosófica foi sustentado por Samael Aun Weor em seu livro Os Mistérios Maiores, publicado em 1956, época em que, de acordo com sua biografia, repassava a Sexta e a Sétima Iniciações. Pouco tempo depois, ao percorrer as etapas seguintes da senda iniciática, retifica seu ensinamento em 1959, quando apresenta Sete, e não Nove Iniciações de Mistérios Maiores.

O esquema iniciático apresentado pelo autor pode ser encontrado de maneira detalhada em seu livro As Três Montanhas. Nele, as etapas correspondentes à cada iniciação são divididas em três grandes grupos chamados Montanhas, uma alusão simbólica aos processos de elevação e esforço, pelos quais todo iniciado deve passar.

Numa destas etapas, o buscador que atravessa as primeiras iniciações acaba conhecendo seu Real Ser Interior, sua Presença Eu Sou, a qual por sua vez foi emanada de um dos Aeons ou Raios que são governados pelos Chohans, aquele grupo especial de Mestres Ascensionados. Neste momento, após a realização de grandes sacrifícios e o recebimento de inúmeras dádivas espirituais, a alma fusionada com seu Real Ser toma conhecimento de grande parte de sua missão nesta existência e nas anteriores.

Aqui ocorre um fenômeno místico de grande relevância, pois é quando a alma, depois de tanto tempo perdida no chamado labirinto das teorias e após tanto tempo subjugada ao condicionamento e à oscilação entre prazeres e dores, característica essencial da existência humana, toma conhecimento de um nível ainda mais profundo de sua própria identidade. Sabendo definitivamente quem é, ela está preparada para seguir seu caminho em busca da perfeição da sabedoria e do exercício pleno da caridade.

3 Respostas

  1. uma única palavra de conforto quando eu precisei.
    Às vezes por ter me dado um minuto de sua atenção,
    e me ouvido falar de minhas angústias,
    medos, vitórias, derrotas…

    Às vezes por terem confiado em mim,
    e me contado também seus problemas,
    angústias, vitórias, derrotas…
    Isso é ser amigo: é ouvir, é confiar, é amar.
    E amigos de verdade,
    ficam para sempre em nossos corações,
    assim como as pegadas na alma, que são indestrutíveis.

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