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Os Mantras e seu Mecanismo Energético

18 jun 2012

Os Mantras e seu Mecanismo Energético

Os mistérios a respeito de como funcionam os mantras e de sua capacidade de transformar o estado físico, mental e espiritual são pouco conhecidos pelos ocidentais. Praticantes dos mais diversos tipos de yoga empregam mantras em suas atividades e sentem com muita força os seus benefícios. Apesar disso, encontram certa dificuldade para compreender como eles colaboram com seu desenvolvimento espiritual.

À primeira vista, o uso de um mantra é facilmente confundido com o emprego de palavras mágicas que aparecem nas mitologias, nos contos de fada, e até mesmo em games ou em jogos de RPG. Os mantras são vistos como expressões que abrem portais ocultos e revelam tesouros escondidos. E isso está correto, desde que seja entendido esotericamente, pois os sons sagrados das mais diversas tradições abrem os portais do coração e revelam os tesouros espirituais ali escondidos.

Nos mais diversos sistemas de yoga, um mantra é um método de despertar interior, que utiliza vibrações sutis mediante sons audíveis ou não-audíveis para ativar certas áreas adormecidas do cérebro, sintonizando as faculdades fisiológicas, psicológicas e espirituais com as vibrações primordiais do universo. Contudo, para poder aproveitar os benefícios dos mantras é preciso ampliar a visão ocidental limitada que geralmente se tem sobre o yoga, a qual permanece focada quase que exclusivamente no condicionamento físico e na aparência.

Não deve ser esquecido que, mesmo que os grandes textos de yoga comecem enfatizando as posturas corporais, chamadas asanas, eles aprofundam esta sabedoria ensinando o controle da respiração, conhecido como pranayama, a retirada da consciência do mundo externo, chamada pratyahara, e assim por diante.

Estes ensinamentos mostram que a yoga pode começar pelo corpo, mas para ser completa deve avançar em direção às profundezas do psiquismo humano. Afinal, ela pode ser entendida como um equilíbrio harmonioso entre o corpo, a mente e o espírito. Somente através deste equilíbrio e deste aprofundamento é possível alcançar o objetivo final que é a união, um dos significados da palavra yoga. No caminho trilhado para alcançar tais experiências mais transcendentes, muitas são as tradições que recomendam a prática de mantras.

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Mesmo assim, é preciso entender que as práticas do yoga começam pelo corpo, e isso não acontece por acaso. As posturas ensinadas pelas diferentes tradições são responsáveis pela preparação do chamado sistema nervoso sutil para que comporte as altas cargas de energia que serão colocadas em circulação mediante a continuidade das práticas.

O sistema nervoso sutil descrito pelos mestres do yoga pode ser entendidos como uma espécie de fiação etérica que transpassa o corpo físico, à maneira de um campo magnético que se forma em torno de um ímã. Os diferentes fios e ramos que compõem esta fiação são conhecidos pelo termo sânscrito nadi, e foram mapeados pelos yogues capazes de percebê-los mediante o uso da clarividência. É através do conjunto de nadis que circula a energia sutil todo o corpo.

Esta energia é chamada de prana, sendo absorvida em conjunto com o ar pelo sistema respiratório e distribuída para o sistema nervoso que forma o corpo físico através dos chakras, os vórtices principais de energia sutil que estão localizados ao longo da coluna vertebral. Além desta distribuição, os chakras realizam o trabalho prévio de transformação da energia sutil em vitalidade para o corpo mais denso.

E é aqui que os mantras desempenham um papel muito importante neste processo que começa com o reforço do sistema e a assimilação da energia, terminando com seu processamento e sua distribuição. As músicas e os cantos sagrados são capazes de ativar esses chakras para que realizem sua função com maior intensidade. Dificilmente as asanas conseguem desempenhar esta função tão bem como os mantras.

Um dos significados da palavra mantra é “aquilo que protege consciência”. A primeira parte da palavra, man, deriva do termo sânscrito manas, que significa “mente”, “pensamento” ou “consciência”. A segunda, tra, significa “instrumento” ou “proteção”. Assim, os mantras são instrumento de ativação e de proteção da mente e da consciência.

Os mantras são capazes de proteger a mente do fluxo mental associativo de pensamentos, medos, apreensões e negatividades, além de todo a espécie de desgaste inútil provocado pelo excesso de pensamento. A prática constante de repetição de mantras ativa as energias psíquicas que circulam pelo sistema de nadis e vitaliza os centros de transformação desta energia, despertando faculdades intuitivas, e ainda protege a mente da poluição de pensamentos.

Os antigos praticantes da yoga e da meditação nos primórdios na civilização védica já conheciam muito bem o poder reforçador e purificador que certos mantras exercem sobre a mente. Além disso, tais mestres perceberam como este instrumento era capaz de catalisar o processo de iluminação que decorre como consequência inevitável da correta prática meditativa. Através de seus poderes de vidência oculta, eles descobriram que diferentes sons traziam alegria e êxtase, iluminavam a consciência, despertavam os poderes psíquicos, conferiam tranquilidade profunda, energia ilimitada, liberavam a mente do medo, ou proporcionavam a cura física.

Não é necessário ser um yogue para entender como isso funciona. Toda vez que ouvimos uma boa música, sentimos uma emoção que parece se espalhar ao longo do corpo, numa onda que possui seu centro em nossa coluna vertebral. Este movimento da alma nada mais é que o nosso sistema nervoso sutil sendo nutrido por esses sons. Assim certos tipos de música clássica, os mantras nos permitem transcender a linguagem e entrar na vibração universal e alcançar uma união temporária com Deus.

E muito embora seja muito útil praticar alguma forma de yoga antes de começar a cantar mantras, isso não precisa ser uma regra. Qualquer pessoa pode colher benefícios das vibrações produzidas pelos mantras sem ser um praticante habitual. Basta lembrar do efeito revigorante e libertador que resulta do simples ato de cantar no chuveiro. Ninguém precisa ser um cantor profissional para arriscar umas notas e se divertir. No entanto, os mantras são capazes de nos levar para muito mais além.

Seus efeitos no psiquismo podem ser imediatos, como quando permitem que sentimentos e padrões emocionais bloqueados no passado sejam liberados e em seguida dissolvidos. Eles também podem provocar o êxtase, aquela sensação profunda e contagiante de “retorno ao lar espiritual”. Mas com certeza, os mantras servirão no mínimo como um alívio maravilhoso para a mente sobrecarregada por preocupações cotidianas, desejos e fantasias.

2 Respostas

  1. Marcinha

    Olá Giordano! Achei sua página hoje e estou gostando bastante! Parabéns!

    Sobre os mantras, voce poderia exemplificar alguns e diferentes formas deles agirem? Tipo: para cura, para alegria, para proteção mental ou espiritual…

    Sempre pensei que ou eles agem pela clave musical que é entoado atingindo certos chacras e pelo simpls fato de entendermos e aceitarmos o que ele significa, ou seja, se um mantra não significa nada para seu inconciente, ele vai funcionar?

    Voce já ouviu falar nos mantras do Gilson Chveid? Ele foi um engenheiro que se tornou numerologo e constroi mantras através de combinações de som. Voce poderia me dar algumas considerações sobre isso?

    Obrigada e mais uma vez parabéns !

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