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26 ago 2011

Como uma Criança pode Mudar o Mundo

É muito comum que toda criança, ao se dar conta pela primeira vez das mazelas causadas pelas injustiças e pelas desigualdades do mundo, pense em fazer alguma coisa para aliviar o sofrimento das pessoas e ajudar a melhorar suas vidas. Neste momento, a criança sente no fundo do seu coração um dever a ser cumprido, e muitos planos se formam na imaginação infantil.

Tão bonito é ver uma criança movida por uma compaixão natural e espontânea mobilizando quantidades imensas de energias mentais e emocionais para conceber ideais e conjecturar práticas que tragam benefícios aos seres humanos que vivem o lado miserável do mundo. Porém, diante dos obstáculos do mundo e das debilidades humanas, é difícil ver estes ideais tomando uma forma mais concreta e se convertendo em práticas constantes capazes de produzir verdadeiros resultados.

Uma exceção a esta tão frequente desilusão infantil é o exemplo de Ryan Hreljac, um cidadão canadense que, aos seis anos de idade, começou a levantar fundos para auxiliar as pessoas afetadas pela crise mundial da água. Até os dias de hoje, Ryan arrecadou milhões para projetos de irrigação e saneamento na África.

Em 1998, quando ainda estava no ensino médio, Ryan aprendeu com sua professora, a Sra. Prest, que muitas pessoas ao redor do mundo morriam simplesmente porque não tinham água limpa para beber. Ele então decidiu ir atrás do dinheiro necessário para resolver o problema das pessoas que sofrem por não terem água limpa.

Com este objetivo bem claro em sua mente, Ryan trabalhou durante quatro meses fazendo atividades domésticas para sua própria família, e ganhou seus primeiros 70 dólares. Animado, dirigiu-se à loja que comercializava o poço, e com assombro constatou que o poço necessário para atender às necessidades de uma comunidade custava cerca de 2 mil dólares.

Ao invés de se desiludir e abandonar seu ideal, Ryan continuou a realizar trabalhos domésticos, mas desta vez envolveu em seu projeto seus vizinhos, amigos e familiares. Com 700 dólares arrecadados e a ajuda de uma ONG canadense, Ryan conseguiu que seu primeiro poço fosse construído em 1999, em uma escola em um vilarejo de Uganda, quando tinha apenas sete anos de idade.

Mesmo diante do sucesso de sua iniciativa, Ryan não se deu por satisfeito, e continuou com seu trabalho. Os 70 dólares iniciais ganhos realizando tarefas domésticas simples evoluíram para uma Fundação (Ryan’s Well Foundation) que já levantou milhões de dólares e contribuiu com um total de 630 projetos de irrigação e saneamento em 16 países, beneficiando mais de 700 mil pessoas.

Hoje, Ryan continua se dedicando à Fundação e ao seu trabalho, e já visitou mais de duas dezenas de países difundindo sua mensagem. Como porta-voz do sofrimento das pessoas afetadas pela crise da água, fez apresentações para centenas de escolas, igrejas e associações, e mais de duas dezenas de conferências internacionais e eventos globais, incluindo o Fórum Mundial da Água. Ryan foi reconhecido pela UNICEF como um Líder Global da Juventude.

Mesmo tendo recebido muitos prêmios e o reconhecimento da comunidade mundial por seus esforços, Ryan reconhece que não fez nada além do que aquilo que estava ao seu alcance. Quando perguntado sobre suas realizações, ele diz:

“As pessoas mais impressionantes que já conheci são  outras crianças que também querem ajudar. Eu sou assim como você, um garoto normal.”

Realmente Ryan é um garoto como qualquer outro. Pratica esportes regularmente, em especial o basquete e o hóquei no gelo. Além disso, gosta muito de jogar videogames. Ryan tem três irmãos e seus pais, Susan e Mark, sempre apoiaram o seu trabalho. Atualmente ele estuda na University of King’s College, em Halifax, Nova Scotia, e defendeo time de basquete da instituição.

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