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19 mar 2011

A Super Lua Cheia

Sabemos que a Lua, por não irradiar luz própria, mas apenas refletir a luz solar, apresenta-se com formas variadas, a depender da sua posição entre a Terra e o Sol. Um ciclo lunar dura 29,5 dias e compõem-se de quatro fases: Lua Nova, Quarto Crescente, Lua Cheia e Quarto Minguante.

Sabemos também que a Lua exerce numerosos efeitos sobre a Terra e seus habitantes, com destaque para os efeitos físicos (as marés), meteorológicos (o regime das chuvas), e os efeitos sobre os vegetais, sobre o homem e os animais (ação biológica e psíquica).

Neste sábado, 19 de março, teremos Lua Cheia; porém de maneira especial. Ocorre hoje um fenômeno conhecido como “Super Lua Cheia” ou super “Lua Perigeu”.

Isto é, além de estar na fase cheia, a Lua encontra-se no Perigeu, sua posição mais próxima em relação à Terra (a aproximadamente 360000 km).

A distância média Terra-Lua, medida entre os centros dos astros, é de cerca de 384000 km; crescendo para mais ou menos uns 405000 km, no apogeu, o ponto mais distante.

O resultado da “Super Lua Cheia” é que, ao nascer no leste, nosso satélite natural estará até 14% maior e uns 20-30% mais brilhante do que o normal. Para a maior parte do ocidente, ela surge no horizonte menos de uma hora após o perigeu. Este fenômeno é bem mais raro do que a famosa Lua Azul, que acontece uma vez a cada dois anos e meio. Ele só acontece a cada 18 anos; a última Lua Cheia tão grande e tão perto da Terra ocorreu em março de 1993.

A Lua vai nascer no leste, ao pôr do sol, e deve parecer ainda maior quando estiver próxima ao horizonte, por causa do fenômeno conhecido como “ilusão da lua” (ganho extra de 2% de tamanho aparente). Quanto às influências da proximidade do satélite natural, elas poderão ser sentidas essencialmente nas marés, sem outras grandes influências físicas (ao menos para alguns).

Para os místicos e esoteristas, um fenômeno raro como esse chama a atenção; especialmente por se tratar do astro lunar, cultuado e estudado tanto quanto o astro rei, Sol.

Na mitologia e em várias religiões, a Lua representa a força feminina, refletora da força masculina solar. Em hebraico, ela é conhecida como Levanah; na mitologia romana, é Diana, e na tradição grega, é Perséfone e também Afrodite. Na tradição egípcia, ela é Ísis, a parte feminina da poderosa trindade de Osíris, Ísis e Hórus – símbolo da mulher suprema, da mãe completa, reitora dos remédios de ervas e da magia lunar.

Para os que seguem as antigas tradições de bruxaria, ela é Brid, deusa-virgem da Lua crescente; Diana, deusa-mãe da Lua cheia; e Morrigan, deusa-velha da Lua minguante.

Na tradição cabalística, a Lua ou Levanah, está associada à esfera da Árvore da Vida chamada Yesod. O Alicerce, como também é conhecido Yesod, fica na direção da base da Árvore, logo acima de Malkuth. Ele representa o novo caminho da inteligência pura e tem o poder de purificar as emanações.

Abrange duas imagens totalmente diferentes: a Lua das águas de Levanah, presidida pelo arcanjo do elemento Água, Gabriel; e também a imagem mágica de um belo jovem nu, conhecido por sua força, ao lado do poderoso nome de Deus de Shaddai el Chai, o todo-poderoso Deus vivo. Simplificando, a ideia que está por trás de Yesod é que o universo era um caos de vapor e água, transformado em ordem pela força e poder de Deus (Gênese – Boraishis).

Para a ciência astrológica, a Lua é a contraparte do Sol. Tal como este ilumina o dia, ela ilumina a noite. Juntos, eles formam uma classe especial de corpos celestes: os Luminares. O Sol é ativo e irradiante; a Lua é receptiva e refletora. Ao contrário dele, a Lua não é sempre igual: sua forma e luminosidade variam ao longo de um ciclo (esotericamente de 28 dias). Daí ela simbolizar tudo o que é cíclico, além de representar os próprios ritmos naturais e biológicos.

Já é bem sabido que, em época de Lua Cheia, piora o quadro dos mentalmente doentes (“lunáticos”). Além de haver aumento da violência e do vandalismo inconsequente, em relação a qualquer outro período do mês. Mas a influência do ciclo lunar não se resume aos tipos instáveis; mesmo no caso de pessoas psicologicamente estáveis (e levando em conta o período pré-menstrual), existe uma espécie de dualidade resultante da Lua.

Ela pode incentivar e ao mesmo tempo confundir e desarranjar os efeitos de um dos signos fixos, gerar um excesso de cardinalidade ou solapar a qualidade dinâmica dos signos cardeais, e pressionar os mutáveis a ponto de não saberem mais em que pé estão emocionalmente.

O ciclo lunar, na maior parte das religiões institucionalizadas, serve de referência para a confecção de seus calendários festivos. Na tradição cristã, por exemplo, a Páscoa e o dia de Pentecostes estão sempre “flutuando” de acordo com a órbita da Lua. Todo astrólogo observa e estuda atentamente a Lua; e há alguns que sequer pensam em novos projetos quando a Lua está “vazia de curso”, ou seja, quando não faz aspectos maiores e significativos com outros planetas.

A Lua também simboliza a imagem do Feminino e, em particular, a imagem de mãe, que nos gerou ao longo de dez ciclos lunares (9 meses). E é desta ideia de geração que surgem os conceitos de nutrição e forma – seja em nível físico, energético ou emocional.

Astrologicamente, ela representa toda a “herança” familiar de condicionamentos biológicos (genética) que recebemos através da mãe. E também nos dá indicações sobre a experiência emocional da infância, o “ambiente emocional” da família: as experiências e vivências desses primeiros tempos determinam nossos condicionamentos emocionais, que desde então vão sendo gravados no inconsciente.

Assim, a Lua simboliza também o Inconsciente, as respostas instintivas, as necessidades e carências, os hábitos pessoais e a capacidade de adaptação. Esta capacidade adaptativa nos protege do desconhecido, porém, simultaneamente, nos limita e restringe a consciência.

Há quem evidencie um processo de aprendizagem associado à Lua: começamos por ser inconscientes, defensivos e instintivos e, aos poucos, percebemos as inseguranças e começamos a refazer o padrão de comportamento. Desse modo, a Lua apontará tanto o que nos deixa inseguros, como também o que nos protege e alimenta psicológica e espiritualmente.

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