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Lendas de Lobisomens e Estados Jinas

As criaturas fantásticas que habitam o universo das obras de ficção geralmente surgem de tradições antigas, mantidas entre os povos com o objetivo de proteger seus membros de perigos naturais e sobrenaturais. Por trás do terror que caracteriza tais lendas, em especial a dos lobisomens, podemos encontrar um fenômeno mágico, conhecido pelo nome de ciência Jinas.

Os lobisomens são figuras folclóricas e mitológicas descritas como seres humanos que possuem a capacidade de se transformar em um híbrido de homem e lobo. Seriam possuidores de poderes sobrehumanos, ou simplesmente humanos com aspecto de lobo dotados das faculdades naturais do animal, como visão e audição apuradas, agilidade de movimento, ferocidade e força.

A ficção moderna afirma que esta transformação ocorreria com todo aquele que houvesse sido mordido por outro lobisomem. Mas as antigas tradições apontam que esta capacidade estaria relacionada a um tipo especial de iniciação, na qual o neófito beberia um líquido especial e recitaria palavras de poder, para assim adquirir a habilidade de se transformar em animal. A primeira história de lobisomens é contada durante o Banquete de Trimalquião, evento narrado na obra Satíricon, do escritor romano Petrônio.

Se os gregos foram os primeiros a registrar a existência dos lobisomens, foi na Europa Ocidental e Central que as lendas se espalharam com maior intensidade, especialmente durante a Idade Média. Contudo, é interessante notar que em todas as partes do mundo são comuns histórias sobre pessoas que se transformam em criaturas animalescas e sobrehumanas, conforme afirma o filósofo e professor de história das religiões Mircea Eliade em seu livro Ritos e Símbolos de Iniciação.

Por toda a América do Sul existem narrativas de uma forma muito comum de Teriantropia – metamorfose de humanos em animais – conhecida com o nome de Nagualismo. Esta tradição religiosa sustenta que humanos podem facilmente se transformar em qualquer animal, desde os mais simples como cachorros e burros, até os mais ferozes, como jaguares e pumas.

Os praticantes desta religião eram chamados Naguais, mas nos dias de hoje, no México, recebem o nome de bruxos. A população teme estes bruxos, que à noite se transformam em toda espécie de animais noturnos para atacar seus inimigos e roubar seus pertences. Em épocas mais antigas, os Naguais eram figuras que mereciam a veneração do povo. Vistos como autênticos sacerdotes divinos, eram capazes de se deslocar pelas dimensões superiores do espaço, encurtando tempo e distância, para proteger, curar e abençoar.

Estas maravilhas era possíveis graças ao domínio dos Estados Jinas ou Ciência Jinas, a habilidade de colocar o corpo físico na quarta dimensão. Uma das técnicas ensinadas por Samael Aun Weor para alcançar este estado consiste em assumir voluntariamente a forma de um animal durante a meditação, no exato momento de transição entre a vigília e o sono. Desta maneira seria possível fazer o corpo penetrar na região etérica, e ainda continuar sendo visível e tangível do ponto de vista tridimensional.

Uma vez atingido tal estado de eterização do corpo físico, este se tornaria absolutamente plástico, podendo assumir à vontade as mais variadas formas. Além disso, o corpo estaria acima de muitas das leis físicas e químicas que regem o mundo material, o que desde o ponto de vista deste mundo o transformaria em um instrumento poderoso, de capacidades praticamente ilimitadas. É fácil compreender que, removido todo o terror fantástico das histórias de lobisomens, este personagem mítico seria a representação de um autêntico Mestre da Ciência Jinas.

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Sobre o Autor

Giordano Cimadon é psicólogo, escritor e professor gnóstico do Lumisial Pistis Sophia, atual Presidente da Sociedade Gnóstica Internacional e editor deste site.

Comentários (3)

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  1. José Eduardo disse:

    … estado semelhante ao qual Castanheda se encontrava quando narra o salto no precipício.

  2. Mauro Miranda disse:

    Assim tem sido desde tempos imemoriais àqueles que têm se dedicado a eliminar a si mesmos, como os Hwarangues, que unificaram seu país em 576 ac, e tantos outros guerreiros que precisaram, em suas batalhas, utilizarem tais recursos para defenderem os seus ou a si mesmos.

    Ao que experimentaram “Senosan Gorora Goberdum”

  3. eleize disse:

    Felicitações…Mauro Miranda vc experimentou esse mantra deu certo?Nõ pergunto meramente por curiosdade mas gostaria de saber sobre alguem que já tenha experimentado ese mantra e o mantra invia…partilar experiencias…

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