banner ad

A Influência da Maçonaria na Independência do Brasil

A influência decisiva da Maçonaria na Independência do Brasil é um assunto pouco comentado fora dos círculos maçônicos e, apesar da ampla documentação existente a este respeito, é difícil encontrar entre os leigos aqueles que conhecem um mínimo sobre este assunto.

Certamente a Independência foi o produto dos esforços de diversos setores da sociedade que viria a ser a brasileira, mas muitos dos protagonistas deste evento eram maçons ilustres. Entre estes destacados articuladores da Independência, José Bonifácio de Andrada de Silva, Ministro do Reino, é sem dúvida uma figura de grande importância.

O Patriarca da Independência - como ficou conhecido José Bonifácio – foi responsável por diversos fatos determinantes. Foi o primeiro Grão Mestre do Grande Oriente, fundada no início de 1822 no Rio de Janeiro, e que reunia as lojas então existentes. Meses mais tarde, em julho do mesmo ano, influencia diretamente a iniciação do próprio Dom Pedro na maçonaria, e sua imediata elevação ao grau de Mestre Maçom.

No mês seguinte outra figura proeminente, Joaquim Gonçalves Ledo, entra decisivamente em cena. Durante viagem do Grão Mestre José Bonifácio, o Grande Primeiro Vigilante Ledo, quem verdadeiramente refletia o sentimento popular em relação ao tema, assume uma reunião extraordinária do Grande Oriente, promovendo discurso enérgico a favor da Independência e colocando imediatamente em votação a proposta, que foi aprovada.

Joaquim Ledo vinha sendo o mais enérgico incentivador da Independência no meio maçônico. Por diversas vezes encaminhou manifestos e exortações a Dom Pedro, ressaltando os pontos positivos da conquista da soberania brasileira. Tanto é assim que o dia 20 de agosto, data da reunião que exigia a Independência, é celebrado como o dia do maçom brasileiro.

A cópia da ata desta reunião memorável seguiu às mãos de Dom Pedro, quem leu seu conteúdo às margens do Ipiranga naquela tarde de 7 de setembro de 1822 e, diretamente influenciado por ela, pela inteligência de José Bonifácio e pelo entusiasmo de Joaquim Ledo, proclamou a Independência do Brasil.

Arquivado em: Escolas EsotéricasIniciação

Tags: , , , , , ,

Sobre o Autor

Giordano Cimadon é psicólogo, escritor e professor gnóstico do Lumisial Pistis Sophia, atual Presidente da Sociedade Gnóstica Internacional e editor deste site.

Comentários (4)

Trackback URL | RSS para os Comentários

  1. Ma.Cecilia Coutinho disse:

    Bom saber que as escolas iniciáticas tem envolvimento com grandes acontecimentos históricos. Isto evidencia que apesar de tantos erros tanto da política quanto destas mesmas escolas, atos revolucionários que busacam instaurar a liberdade são resultado de um ensinamneto profundo.

  2. Paulo Sérgio disse:

    Sim Maria Cecília, há que reconhecer que os princípios evocados por essas escolas originaram mudanças, a princípio, importantes para os homens mas também com alguns amargos resultados numa liberdade equivocada, anotando a visão de Samael, denegrindo depois conquistas metamorfoseadas em renovados privilégios de novas castas que passaram a ocupar o lugar das anteriores.

    Enquanto o homem não mudar por dentro pouco mudará por fora, mudando apenas de aparato, contudo não se pode negligenciar o papel das Lojas maçónicas desde a Idade Média, como prolongamento do movimento Templário perseguido por Filipe “O Belo” no século XIV (14) e que estiveram na origem da formação do movimento maçónico especulativo durante o Iluminismo.

    Há um outro movimento criado pouco antes e que esteve associado à maçonaria depois, por motivos políticos viveram na sombra e integraram-se nas diversas Lojas maçónicas, os Rosacruzes que tentaram conciliar a razão e o coração, algo esquecido nos tempo dos homens das luzes racionalistas.

    Se os Rosacruzes do século XVI/XVII (16/17) preservaram o valor dos princípios supraracionais, os maçons mais ligados aos pressupostos racionalistas e materialistas, sobretudo após a revolução francesa, deram mais crédito aos postulados palpáveis e mentalmente mais credíveis, preterindo tudo o que saísse do âmbito da razão.

    Nesse sentido podemos verificar que escolas saídas de mudanças estruturais, ditas revoluções, bloquearam vias e conceitos, desvalorizados pelos novos tempos que suscitavam algumas aberturas mas ao mesmo tempo disseminavam clausuras, não dando grande hipótese de se pensar de forma diferente daquela que se impunha como a mais certa e inovadora pelos ventos revolucionários de então.

    Medite nisto Cecília e veja como Samael tem muita razão quando diz que os homens vivem Liberdades equivocadas.

    Abraço fraterno
    Paulo Sérgio

  3. Maria Cecilia disse:

    Olá Paulo Sérgio!

    Concordo com seu ponto de vista e com as nobres palavras do Mestre Samael. O que me causa contentamento é que ao nos distanciarmos e observarmos toda a História da Humanidade, percebemos que apesar nós, seres humanos, criarmos conceitos equivocados sobre a Liberdade, a própria vida – ou Universo – consegue transformar nossas errôneas atitudes em boas sementes que germinam ao longo do tempo e que acabam por servir de base e espelho para as gerações futuras aprimorarem e quem sabe tomar decisões mais acertivas.

    Forte abraço nobre amigo!

Deixe seu comentário: