William Crookes
Sir William Crookes nasceu em Londres em 17 de junho de 1832, estudou Química e Física no Royal College onde também atuou como professor assistente. Apesar de ter participado ativamente do meio acadêmico direcionou sua vida ao trabalho independente e a divulgação das pesquisas científicas realizadas em sua época.
Estudou diversas áreas científicas, mas foi a Metapsíquica – atualmente chamada Parapsicologia – que investigou profundamente e desenvolveu pesquisas; sua originalidade, talento e precisão analítica fundamentaram um sistema metodológico experimental que ainda é referência e base para as pesquisas científicas atuais.
Crookes acreditava que a ciência tinha o dever de estudar os fenômenos associados sobrenaturais, desde 1860 sua visão era favorável ao Espiritualismo. Porém determinava-se a conduzir uma investigação imparcial e descreveu as condições que impôs aos médiuns da seguinte forma: “Deve ser em minha própria casa e com minha própria seleção de amigos e espectadores, sob minhas próprias condições e podendo eu fazer o que achar melhor quanto a dispositivos” (Doyle, 1926: volume 1, 177). Entre os médiuns que ele estudou estavam Kate Fox e Florence Cook (Doyle, 1926: volume 1, 230-251).
Investigou fenômenos como: tiptologia – mesas girantes, alteração de peso dos corpos, levitação, aparição de corpos luminosos, aparições fantasmagóricas, escrita sem intervenção humana e circunstâncias que “sugerem a atuação de uma inteligência externa” (Crookes, 1874).
Apesar de outros cientistas partilharem da mesma opinião, seus estudos foram alvo de críticas e retaliações de muitos de seus contemporâneos, pois a opinião geral era que o Espiritualismo era fraudulento. Crookes manteve-se em silêncio de 1875 até 1898, quando em seu dicurso de posse na presidência da Associação Britânica pelo Avanço da Ciência, disse:
“Já se passaram trinta anos desde que publiquei um relatório dos experimentos tendentes a mostrar que fora de nosso conhecimento científico existe uma Força utilizada por inteligências que diferem da comum inteligência dos mortais… Nada tenho a me retratar. Confirmo minhas declarações já publicadas. Na verdade, muito teria que acrescentar a isto”. (Crookes, 1898).
Em uma entrevista na The International Psychic Gazette, em 1917, ele enfatizou:
“Nunca tive jamais qualquer ocasião para modificar minhas ideias a respeito. Estou perfeitamente satisfeito com o que eu disse nos primeiros dias. É absolutamente verdadeiro que uma conexão foi estabelecida entre este mundo e o outro”. (Fodor, N. – Encyclopaedia of Psychic Science, U.S.A.: University Books, 1974, p.70).
Daquela data até a sua morte, em 4 de abril de 1919, cartas e entrevistas mostraram que Crookes manteve sua opinião em sobre à comunicação dos espíritos.(Doyle, 1926: volume 1, 249-251).
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Olá Maria Cecília!
É bom falarmos de tudo um pouco, não nos fica nada mal dissertar sobre algo que conhecemos por um lado mas que talvez ignoramos,por outro.
Não tendo nada contra o espiritismo na sua componente social ou movimentista, tenho que acrescentar que esta prática é deveras lesiva do processo evolutivo do espírito humano nos tempos de hoje, tão conturbados que estão pelos mais diversos sintomas que se agudizam em nossas sociedades.
O Espiritismo procura pôr os espíritos em sintonia com forças desconhecidas em ondas longas, desconhecendo que tipo de espíritos atrai nessa imersão subconsciente, apanhando tudo o que cai na rede desse exercício perturbante, desde medos inexplicáveis a perturbações inauditas.
A meditação requer mais um trabalho em ondas curtas, por isso mais revigorante para quem a ele se dedica e mais seguro na ligação à verdadeira transcendência de si e da entidade cósmica com a qual se conecta.
Nem tudo o que vem à rede é peixe, muitas vezes o resultado pode ser amargo para a boca e para o espírito, há que seriar o que realmente é importante para a elevação de quem se dedica honestamente a estes assuntos, sem caír no conto do vigário ou nas promessas fáceis que redundam em falsidades.
Abraço fraterno
Paulo Sérgio
Olá Maria Cecília,
Espero que compreenda que este comentário não se referia a este texto mas sim ao seguinte relacionado com o Espiritismo e com o seu grande mentor universal.
Abraço fraterno
Paulo Sérgio
Olá Paulo Sérgio,
O conteúdo publicado é de informação geral e referência. É importante que as pessoas conheçam as figuras de grande expressão no meio espiritualista e sempre é bom receber comentários, críticas e sugestões. A finalidade deste espaço é trocar conhecimentos.